2º As - 2014/15

2º As - 2014/15

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Relatório 26


                               Lições nº 49 e 50                                                  09/11/12

      Sumário: Exposição ao risco biológico.
   Tipos de hepatites: A,B,C; Contágio e prevenção.

   No início da aula a professora relembrou a matéria lecionada na aula anterior.
   Depois dessa abordagem começamos a falar sobre a tuberculose.
   Falamos do que era a doença da tuberculose, quais os seus sintomas como, por exemplo, tosse pressistente por mais de 3 semanas, tosse com sangue, febre, perda de peso, etc... e como ocorre o contágio.
   Depois ouvimos uma música que descreve tudo sobre a doença da tuberculose e vimos um video que nos mostra o que fazer quando suspeitamos de já estar contaminados e caso estejamos contaminados o que  dizer às pessoas, que nos rodeiam,  como proceder.
   Nesta aula a professora não conseguiu dar tudo o que estava previsto porque estivemos a rever a matéria da aula anterior e também devido às duvidas que os alunos colocavam e  a alguma desatenção com que estavam na aula alguns colegas.

Ângela

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Relatório Nº 25


Relatório Nº 25   


As lições nº 47 e 48 realizaram-se no dia 8 de novembro com o sumário :
Observação microscópica e macroscópica de fungos
A aula dividiu-se em duas partes : parte teórica e parte  prática .
Parte  teórica :
Nesta aula começamos por ler uma ficha que tinha como titulo “ Observação microscópica de fungos” .  como  se indica a seguir.

Ficha de trabalho
Escola Secundária Afonso Lopes Vieira
              CURSO PROFISSIONAL DE TÉCNICO AUXILIAR DE SAÚDE
Higiene Segurança e Cuidados Gera             10º ano Ano Letivo: 2012/13           
Observação Microscópica de fungos
A Micologia é a Ciência que estuda os fungos. Os fungos são organismos com células eucarióticas. Estão incluídos, neste grupo, organismos de dimensões consideráveis, como os cogumelos, mas também muitas formas microscópicas, como bolores e leveduras.
Quando se colhe um cogumelo para examinar, o verdadeiro corpo do fungo não é o que se tem na mão, mas o que ficou retido no solo. O corpo do fungo, denominado micélio, raramente pode ser visto, pois cresce escondido no solo ou no corpo de um organismo vegetal ou animal, esteja ele vivo ou morto.
Fig.2
O micélio parece um feltro esbranquiçado e, observado ao microscópio, veremos que consiste num entrelaçamento de filamentos delgados - as hifas. Mais finas do que um fio de cabelo, as hifas são capazes de absorver a água e as substâncias nela dissolvidas, da forma como fazem os pêlos absorventes das raízes das plantas mais evoluídas.
Macroscopicamente os fungos podem apresentar vários tipos morfológicos com colónias filamentosas, cotonosas, pulverulentas e outras e cremosas (leveduras) e com os mais diversos tipos de pigmentos.
Os fungos estudados em Microbiologia compreendem os bolores, seres multicelulares, e as leveduras seres unicelulares.
Os bolores são organismos pluricelulares que se apresentam, como filamentos, ao microscópio óptico comum com a menor ampliação. Ao observar substratos contaminados com bolores, numa lupa, a aparência é similar a uma floresta diminuta contendo abundantes e pequenas arvorezinhas.
As hifas que penetram no meio, onde absorvem nutrientes, são coletivamente conhecidas como o micélio vegetativo, enquanto aquelas que se projectam acima da superfície do meio constituem o micélio aéreo; como esse último via de regra tem células reprodutivas ou esporos, é também chamado micélio reprodutivo.
Os fungos unicelulares são coletivamente designados leveduras
As leveduras são unicelulares e cultivadas em agar Sabouraud formam colónias lisas, brilhantes e, usualmente cremosas e pigmentadas.
Fig.5 - Leveduras
    Os bolores são organismos multicelulares, que se apresentam filamentosos sob o exame a fresco com baixa ampliação. Ao exame macroscópico apresentam crescimento característico com aspeto aveludado ou cotonoso (algodão) ou como borra de café.
Curiosidades
          Os fungos podem ser encontrados em todo o lado, desde o deserto ao Círculo Polar. São conhecidas cerca de 100 000 espécies diferentes e pensa-se que haverá mais de um milhão de novas espécies por descobrir.
O veneno de um pedaço pequeno do cogumelo “anjo da morte” (Amanita virosa) - o suficiente para cobrir a ponta de uma faca (0.5 g) - pode matar 100 000 ratos.
O maior e mais velho organismo vivo pode bem ser um fungo: os cientistas encontraram um indivíduo do género Armillaria com uma idade estimada em cerca de 1 500 anos, 10 000 kg de peso e ocupando cerca de 15 ha!

    
Fig. 3- Micorrizas
Como observar os fungos microscópicos?
Os bolores podem ser observados a partir do seu crescimento natural em comida, restos de árvores…etc. No entanto, como os componentes estruturais são muito delicados, são usadas técnicas especiais para o seu estudo. Um simples manuseamento da ansa para recolher as estruturas pode levar à destruição das estruturas reprodutoras, as hifas verticais e impossibilitar a visão dos esporos nas estruturas onde se formaram. Utilizam-se técnicas especiais para o seu cultivo utilizando o meio de cultura Sabouraud dextrose agar (SDA).
            Os fungos podem desenvolver-se em meios de cultura especiais formando colónias de dois tipos:
            - leveduriformes;
            - filamentosas.
            As colónias leveduriformes são pastosas ou cremosas, formadas por microrganismos unicelulares
            As colónias filamentosas podem ser algodoais, aveludadas ou pulverulentas; são constituídas fundamentalmente por elementos multicelulares em forma de tubo - as hifas
Observação de fungos do meio ambiente ou de colónias previamente preparadas.
1-      Coloque uma gota de água ou do corante azul de algodão (corante de esporos) sobre a superfície côncava de uma lâmina com concavidade.
2-      Flambe a ansa no bico de Bunsen, mantendo-a em contacto com a chama até que fique avermelhada.
3-      Deixe-a esfriar e retire uma pequena porção de colónia do microrganismo a ser observado. (Se precisar utilize na operação uma agulha de dissecação previamente esterilizada).
4-       Transfira para a gota de corante na lâmina.
5-      Cubra com uma lamela e observe ao microscópio.
6-      Desenhe a estrutura do fungo observado e faça a legenda da figura.
7-       Como trabalho final desta aula apresente o esquema feito e um pequeno resumo do aspeto macroscópico das colónias de fungos, tendo como base a informação do texto e o aspeto das colónias das suas culturas.
·         A medida de que íamos lendo a professora falou de vários conceitos como :
Ø   Tipos de fungos ( cogumelos , bolores e leveduras ) ;
Ø   Definição de micélio , hifas e esporos ;
Ø  Classificação de colónias ( filamentosas , cotonosas, pulverulentas e cremosas);
Ø  Definicao de leveduriformes e filamentosas ;
Parte  prática :
Começámos por fazer a preparação com uma lâmina com concavidade ; Depois cobriu-se com uma lamela , observou-se no microcopio e despois desenhou-se e legendou-se o que se viu .
Conclusão
Eu gostei da aula mas devíamos ter tido mais tempo para fazer a parte  prática .
Andreia Santos

relatorio nº24


Relatório nº 24
Sumário: As lições 45 e 46 realizaram-se no dia 5 de novembro com o Sumário Exposição do risco biológico: conceito de agente biológico e prevenção na exposição.
 Tuberculose: diagnóstico simples e prevenção.
Antes de iniciar o assunto sumariado a professora acabou de lecionar o que estava em falta da aula anterior.
No princípio da aula vimos um vídeo que explicava como fazer a higienização das mãos. http://www.youtube.com/watch?v=c6H4uoZTgZw
No vídeo mostrava como fazer a higienização simples das mãos, a higienização anti-séptica, a fricção anti-séptica com preparações alcoólicas e anti-séptica cirúrgica, mas nós só vamos estudar a higienização simples das mãos que se faz com agua e sabonete comum e a  fricção anti-séptica que é feita da mesma maneira que a simples mas com álcool.como se ilustra nas figuras a seguir.
Depois da visualização do vídeo uma aluna demonstrou para a turma toda como se devia fazer a higienização das mãos.
Em seguida de termos aprendido a lavar as mãos vimos o power point Exposição a risco biológico onde iremos estudar Conceito de agente biológico a prevenção na exposição ao risco biológico.  mais especificamente  iremos  falar sobre a Tuberculose sobre as Hepatites A, B e C e sobre o VIH,  em que abordaremos  o risco biológico, o contágio, a prevenção, etc.

Nesta aula não se conseguiu acabar da dar todo o que estava previsto porque primeiro estivemos a dar o que faltava na aula anterior e também devido às duvidas que os alunos colocavam e  a alguma desatenção com que estavam na aula


Andreia Ramos 

Relatório nº 23


Este relatório refere-se  aula nº 44, no dia 2 de Novembro de 2012, na qual o respetivo sumário foi: Continuação do estudo dos conceitos básicos associados á infeção: Controlo da infeção cruzada; Normas a seguir na lavagem das mãos (não concluído)
No começo da aula teórica a professora esteve a explicar o tipo  de infeções que existem, explicando também os meios de transporte dos micróbios e a falar de como era transportado de pessoa em pessoa .Focou também a facilidade  de contaminação.
A professora explicou também  como acontecia  a infeção cruzada nas instituições e serviços de saúde devido  à passagem de microrganismos por técnicos de saúde..


Conclusão:
       Por fim eu achei que a aula foi interessante e um pouco interrompida pelos meus colegas, porque faziam perguntas sobre a matéria claro e que com essa  interrupção o sumário não pode ser concluído.
Ana Batista

Relatório nº 22



As lições nº 41 e 43 realizaram-se no dia 31 de Outubro com o sumário: coloração de esfregaços obtidos das culturas feitas em aulas anteriores, pela coloração diferencial de Gram. Treino na focagem com a objetiva de impressão.
No início da aula, a professora falou-nos que, iriamos fazer a coloração de esfregaços das culturas feitas nas aulas anteriores. Para dar início à aula, a professora mandou-nos buscar ou localizar o seguinte material: 
Tabuleiro;
Ansa de inoculação;
Placa de Petri com as colonias;
Lupas de mão;
Folha de papel A4;
Lápis;
Água da torneira;
2 Lamparinas;
Fósforos;
Caneta da acetato;
Papel higiénico;
Lâminas;
Pipeta;
Corante cristal de violeta;
Agente descorante- Álcool;
Contra corante- Safranina;
Iodina de gram;
Óleo de imersão;
Microscópio ótico.

Depois a professora explicou-nos como iriamos fazer a coloração do esfregaço. Depois de termos ouvido toda a explicação que a professora deu, a professora disse-nos que teríamos que fazer um relatório sobre a aula prática que tivemos. Só depois então, começamos a fazer esfregaços obtidos da cultura da bactéria do ar e a c orá-los pela técnica de gram. Observamos, de seguida o esfregaço  ao microscópio ótico, para sabermos, quais eram os tipos de bactérias que á se encontravam, utilizando a objetiva de imersão.
A professora foi ver a  preparação de cada aluno, para saber se estava bem-feita ou mal feita. Despois, a professora mandou-nos desenhar as bactérias que tínhamos visto no microscópio e identificar se eram Gram positivos ou Gram negativos.
A professora  ensinou-nos a melhorar a focagem com a quantidade de luz a utilizar para observamos melhor as bactérias no microscópio.
O trabalho em equipa e a curiosidade, foi tanta que, cada um de nós, foi ver a coloração do outro.
Na aula todos nós estivemos participativos, tirámos dúvidas e cumprimos as regras todas. Todos conseguimos perceber como se faz a coloração do esfregaço e como devemos observar no microscópio. Também conseguimos saber, quais eram os tipos de bactérias que havia nas nossas preparações.. Foi muito divertido e na minha opinião devíamos fazer isto “mais vezes”.




Sara Macunge

Relatório nº21



As lições 40 e 41 realizaram-se no dia 29 de outubro com o Sumário: Conceitos básicos associadas a infeção.
            Infeção adquirida na comunidade, Infeção nosocomial e Infeção cruzada.

Na aula estivemos  a visionar  um powerpoint sobre as infeções adquiridas na comunidade e  as infeções nosocomiais. Distinguiu-se os dois tipos de infeção   e , foi-nos explicado que a infeção nosocomial  é a que  as pessoas podem contrair nos hospitais ou a partir  de objetos e pessoas que as trouxeram para a comunidade Reviu-se a cadeia epidemiológica  e os conceitos a ela associados. Falou-se da maior dificuldade em combater as infeções nosocomiais.
E durante a aula devido a problemas técnicos com o portátil da professora e também alguns esclarecimentos de dúvidas o sumário da aula não foi concluído na sua totalidade
                
Wanderson de Freitas.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Relatório nº20


As lições nº34 e 35 que se realizaram no dia 25 de outubro com o sumário: Como realizar esfregaços a partir de figuras sólidas. Coloração simples e coloração diferencial de Gram.
Nesta aula a professora começou por entregar a cada um dos alunos uma ficha informativa onde indicava as regras principais da preparação de esfregaços a partir de meios de cultura sólidos.
Ao finalizarmos a leitura aprendemos como mover as bactérias para a lâmina e como utilizar um contador de colónias.
Para finalizar observamos as bactérias no microscópio ótico.
Alexandre Sousa 


Ficha de trabalho 
Escola Secundária Afonso Lopes Vieira
Logos todos.jpgLogos todos.jpg              CURSO PROFISSIONAL DE TÉCNICO AUXILIAR DE SAÚDE
Higiene Segurança e Cuidados Gerais                   Ano Letivo: 2012/13           
Observação Microscópica de bactérias – Coloração de Gram
Embora existam milhares de espécies bacterianas diferentes, os organismos isolados apresentam uma das três formas (fig.2): 1. Elipsoidais ou Esférica (COCOS) - apresentam tipos e arranjos diferentes:
·        Diplococos - dois cocos;
·        Estreptococos - vários cocos arranjados em cadeias;
·        Tétrades - cocos arranjados em 4 – quadrado;
·        Estafilococos - cocos arranjados em cachos de uva;
·        Sarcina - cocos arranjados em forma cúbica;
2. Cilíndricas ou Bastonetes (BACILOS):
·       

 
Diplobacilos - ocorrem em pares;
·        Estreptobacilos - ocorrem em cadeias;
3. Espiraladas ou Helicoidais (ESPIRILOS) e VIBRIÕES- ocorrem predominantemente como células isoladas.
É muito difícil visualizar bactérias vivas, não só por serem muito pequenas mas também porque são transparentes quando suspendidas em meio aquoso. Para estudar propriedades e diferenciar microrganismos, as técnicas de coloração, em conjugação com a microscopia ótica, tornaram-se as melhores ferramentas em microbiologia.
Todos os tipos de coloração requerem a obtenção prévia de esfregaços. A técnica de obtenção de esfregaços, embora não seja difícil requer certos cuidados na sua preparação.
Regras de preparação de esfregaços
1-       Preparação das lâminas de vidro – a utilização de lâminas bem limpas é fundamental para fazer esfregaços de microrganismos. Devem ser lavadas com água e detergente e depois mergulhadas em álcool a 95%. Devem, depois, ser secas e colocadas em toalhas de papel até serem usadas.
2-       Preparação do esfregaço (fig.3).-  É essencial evitar esfregaços “grossos”. Um bom esfregaço é aquele que quando seco se parece com uma fina película de papel de acetato.
Existem duas modalidades de preparar esfregaços:
A- A partir de cultura em meio sólido:
1-Colocar com a ansa uma pequena gota de água sobre a lâmina;
2-Tocar ligeiramente com a ansa esterilizada a superfície da cultura;
3-Suspender o material recolhido na gota de água;
4-Estender a suspensão numa área pequena em movimentos circulares de forma a que o esfregaço fique bem delgado (quanto menor a espessura tanto mais simples será a observação).


Fig.3
 


B-A partir de uma cultura em meio líquido:
 Procede-se de modo semelhante ao descrito no parágrafo anterior. Não é necessário colocar água sobre a lâmina, fazendo-se o esfregaço directamente com uma pequena gota de cultura. Isto também é aplicável aos casos de materiais patológicos líquidos ou semilíquidos (pus de abcessos, escarro, exsudados em geral, etc.). No caso em que existam poucas bactérias no meio, poderá haver centrifugação prévia do material, fazendo-se o esfregaço com o sedimento.
3-          Secagem do esfregaço: A secagem espontânea poderá ser acelerada agitando-se a lâmina sobre a zona de ar quente por cima de um bico de Bunsen ou lâmpada. Não se deve aquecer o esfregaço húmido a temperatura superior a que a mão possa resistir.
4-     Fixação pelo calor: Seco o esfregaço, passar três vezes a lâmina sobre a parte mais quente do bico de Bunsen ou cinco vezes na chama da lamparina. Durante esta operação, a face da lâmina contendo o esfregaço deve estar voltada para cima. O movimento da mão sobre a chama deve ser lento mas contínuo a fim de evitar que o esfregaço se carbonize. Deve-se segurar a lâmina obliquamente e pelo extremo inferior, para não provocar queimadura ao fixar a lâmina na chama. Esperar sempre que a lâmina arrefeça para iniciar qualquer tipo de coloração. 
Coloração de esfregaços
Existem variadas técnicas de coloração, baseadas em características morfológicas e estruturas celulares, para visualização, diferenciação e separação de bactérias. Os procedimentos mais usados são os seguintes:


Coloração simples
A coloração simples (com um único corante) permite a visualização da forma morfológica (cocos, bacilos, espirilos) e do arranjo (cadeias, cachos, pares, tétradas) das bactérias
Coloração de Gram
A coloração diferencial requer o uso de, pelo menos, três reagentes químicos que são aplicados sequencialmente no esfregaço fixado pelo calor. O primeiro reagente é chamado corante inicial. A sua função é corar todas as células. Para estabelecer uma coloração contrastante, o segundo reagente usado é um agente descorante. Com base na constituição química dos componentes celulares, o agente descorante pode ou não remover o corante inicial de todas as células ou apenas de certas estruturas celulares. O reagente final, o contra corante, possui uma cor que contrasta com o corante inicial.
Após a descoloração, se o corante inicial não foi removido da estrutura celular, o contra corante não pode ser absorvido e a célula ou os seus componentes celulares reterão a cor do corante inicial. Se o corante inicial for removido, os componentes celulares, descorados, receberão a cor do corante contrastante. Neste caso, os tipos celulares e as suas estruturas podem ser distinguidos, uns dos outros, com base na cor apresentada.
A coloração diferencial mais usada em bacteriologia, é a coloração de Gram, assim chamada em homenagem ao seu descobridor, Dr. Christian Gram.
Esta técnica divide as células bacterianas em dois grandes grupos, Gram positivas e Gram- negativas, sendo considerada o instrumento essencial para a classificação e diferenciação dos microrganismos. O diferente comportamento das bactérias em relação a esta técnica, descorar ou não o corante inicial, deve-se à diferente constituição da parede celular.
A coloração de Gram utiliza quatro reagentes diferentes. A seguir são descritos esses reagentes e mecanismos de Acão.
1-     Corante inicial- Cristal de violeta- Este corante, violeta, é o primeiro a ser usado e cora as células de azul- púrpura
2-     Mordente- Iodina de Gram ou iodo de Gram- Este reagente serve como mordente que intensifica a cor do corante inicial e torna mais difícil a remoção do corante nas bactérias Gram positivas.
3-     Agente descorante- Álcool etílico, 95%- Este reagente possui uma dupla função: remove os lípidos existentes nas paredes bacterianas e desidrata as proteínas também aí existentes. A retirada de lípidos, da parede, vai criar poros nessa parede celular e, como as bactérias Gram negativas possuem lípidos em maior quantidade, esses “buracos” vão ser maiores comparados com os das Gram positivas. Por sua vez, a desidratação das proteínas leva--as a tentarem fechar os poros deixados pela saída dos lípidos. Nas bactérias Gram positivas os poros abertos são “tapados “ pela desidratação das proteínas não deixando sair o corante inicial, enquanto nas Gram negativas os poros são demasiado grandes deixando sair o corante e ficando as células descoradas.
4º- Contra corante- Safranina- É o reagente final para corar de vermelho as células que foram previamente descoradas. Como só as células Gram negativas ficaram descoradas estas podem agora ser coradas pelo corante contrastante. As bactérias Gram positivas retêm a cor do 1º corante.
 A preparação de esfregaços corados adequadamente requer que se tomem as seguintes precauções:
1-     O passo mais crítico do procedimento é o passo de descoloração. Uma descoloração demasiada  resulta na perda de corante inicial fazendo com que os organismos Gram positivos apareçam Gram negativos. Por outro lado, uma descoloração pequena não removerá completamente o corante nas Gram negativas fazendo com que estas bactérias se apresentem Gram positivas. Seguindo à risca as instruções do procedimento ajudará a remediar parte destas dificuldades, mas a experiência e prática individual, são a chave para uma correcta descoloração.
2-     É fundamental que as lâminas sejam cuidadosamente lavadas em água corrente da torneira entre cada aplicação de cada reagente. Este processo remove o reagente excedente e prepara a preparação para a aplicação do reagente subsequente.
3-     As melhores colorações de Gram são alcançadas com preparações de culturas jovens, não mais velhas do que 24 horas. A idade das culturas, principalmente das células Gram positivas, influencia a coloração, pois estes organismos tendem a perder a capacidade de reter o corante inicial e podem variar na coloração de Gram, isto é, algumas células aparecerão azuis, enquanto outras aparecerão vermelhas.

Coloração de Gram de bactérias de colónias das culturas feitas

1-     Faz dois esfregaços de duas colónias diferentes das tuas culturas.
2-     Fixa e cora os dois esfregaços: um por coloração simples e outro por coloração de Gram.
2.1- Coloração simples

A coloração simples (com um único corante) permite a visualização da forma morfológica (cocos, bacilos, espirilos) e do arranjo (cadeias, cachos, pares, tétradas) das bactérias

2.1.1.     Cobre o esfregaço, utilizando um dos corantes a seguir indicados e usando o tempo de exposição suficiente:
- Fucsina fenicada- 30s;
-cristal de violeta – 1 minuto;
- Azul-de-metileno -1 a 2 minutos;
- Safranina- 1 minuto.
2.1.1.     Lava o esfregaço em fio de água da torneira para remover o corante excedente. Neste procedimento, a lâmina deve ser colocada paralelamente ao fio da água da torneira, pois reduzir-se-á a perda de microrganismos da preparação.
2.1.2.     Limpa com cuidado a preparação, utilizando papel de lentes (ou higiénico macio), sem esfregar.
2.2- Cora o outro esfregaço com coloração diferencial, pelo método de Gram. Seguindo os passos da figura 4.
1-     Examina cada esfregaço em óleo de imersão, objetiva 100X. (Nota: nenhum esfregaço deve estar húmido para ser observado, pois não existe lamela sobre a lâmina e poderá danificar as lentes). Para utilizares a objetiva de imersão deves proceder da seguinte forma:
3.1- foca o esfregaço na objetiva de 40,procedendo como já sabes;
3.2- coloca no centro do campo de focagem algo que consigas observar.
3.3- roda o revólver, desalinhando a objetiva em relação ao campo de focagem, de forma as oculares ficarem alinhadas com o espaço entre a objetiva de 40 e a de 100X;
3.4- coloca uma gota de óleo de imersão no esfregaço, na parte alinhada com a fonte de luz;
3.5- roda a objetiva de 100x para a posição de focagem, imergindo-a na gota de óleo;
3.6-ajusta a focagem com o botão micrométrico e ajusta a quantidade de luz de forma a conseguires visualizar bactérias.
1-     Desenha as bactérias que observares, em cada um dos esfregaços e legenda as figuras.
2-     Elabora o procedimento da atividade e apresenta os resultados obtidos na aula.