2º As - 2014/15

2º As - 2014/15

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

relatório 11_11ªano_2º AS

Lições Nº 21 e 22                                                                                                                 07/10/2013
                                                                                                                                       
    Sumario:  Limpeza e higienizar de instalações/superfícies no poste mortem e de instalações/superfícies em unidades especificas: UCI, bloco operatório e unidades de isolamento;
                   Realização de uma ficha de trabalho sobre o assunto supracitado.


A professora iniciou a aula com a abertura da lição e de seguida ditou o sumário aos alunos.
Durante a distribuição da ficha de trabalho a professora ia explicando o que esta continha dando alguns exemplos de como é feita a higienização terminal numa unidade de cuidados de saúde. De seguida, passou a dar uma explicação mais aprofundada e com o auxilio da ficha de trabalho, de como é realizada a higienizarão de um quarto  com limpeza terminal.
Após a explicação da professora, os alunos organizaram-se em grupos e iniciaram a realização da ficha de trabalho.


http://users.prof2000.pt/esalv/Imagens/LogoESALV.jpgESCOLA SECUNDÁRIA AFONSO LOPES VIERIRA
CURSO PROFISSIONAL DE TÉCNICO AUXILIAR DE SAÚDE
Higiene Segurança e Cuidados Gerais                 
 Ano Letivo: 2012/13 
M4: Prevenção e controlo da infeção na higienização de roupas, espaços, materiais e equipamentos
 A limpeza e higienização de instalações/ superfícies no post mortem
 A limpeza e higienização de instalações/ superfícies em unidades/ serviços específicos: cuidados intensivos, bloco operatório, unidades de isolamento.

Lê o texto com atenção e responde às questões apresentadas no final.
A limpeza e higienização de instalações/ superfícies no post mortem consiste sempre numa limpeza terminal
Nas áreas críticas e semicríticas, a limpeza é sempre húmida e deve ser realizada utilizando pano húmido e rodo ou esfregão do MOP. Varrer com vassouras é proibida, pois levanta pó e bactérias que estão depositadas no piso. A higienização destas áreas deve ser realizada cuidadosamente, devido à gravidade do estado do paciente.
. Nas Salas Cirúrgicas, a limpeza terminal deve ser realizada ao término da programação cirúrgica diária; nos finais de semana, impreterivelmente, todo o Centro Cirúrgico deve ser lavado de forma rigorosa.
Deve-se realizar higienização (desinfecção e/ou limpeza) no leito, quando possível, e sempre na ADMISSÃO e após ALTA ou ÓBITO.

A-    COMO PROCEDER NAS SALAS CIRÚRGICAS/bloco operatório
1· Recolher todo RESÍDUO INFETANTE;
2· Desinfetar prontamente com SOLUÇÃO DESINFETANTE as áreas com matéria orgânica do paciente (mesa cirúrgica, piso, foco de luz e demais superfícies atingidas), antes de secarem.
3. Descontaminação e/ou Desinfecção
O BALDE AZUL BALDE VERMELHO, ambos devem conter desinfetante.

B-     NAS UNIDADE DE CUIDADOS INTENSIVOS – UCI e NAS UNIDADES DE TRATAMENTO DE QUEIMADOS – UTQ
A higienização destas áreas deve ser realizada cuidadosamente, devido à gravidade do estado do paciente.
É importante ressaltar que os filtros dos aparelhos de ar-condicionado provenientes de sala de isolamento, quando descartados, devem ser considerados como resíduos infetantes.

C-    COMO PROCEDER NAS UNIDADES DE ISOLAMENTO
A desinfecção de superfícies das unidades de isolamento deve ser realizada após a sua limpeza. Os desinfetantes com potencial para desinfecção de superfícies incluem aqueles à base de cloro, álcoois, alguns fenóis e alguns iodóforos e o quaternário de amônio. Sabe-se que o vírus da influenza sazonal é inativado pelo álcool a 70% e pelo cloro. Portanto, preconiza-se a limpeza das superfícies do isolamento com detergente neutro seguida da desinfecção com uma destas soluções desinfetantes.
No caso da superfície apresentar matéria orgânica visível deve-se inicialmente proceder à retirada do excesso com papel/tecido absorvente e posteriormente realizar a limpeza e desinfecção desta. Ressalta-se a necessidade da adoção das medidas de precaução.
 No processamento da roupa não é preciso adotar um ciclo de lavagem especial para as roupas provenientes desses pacientes, podendo ser seguido o mesmo processo estabelecido para as roupas provenientes de outros pacientes em geral. Ressaltam-se as seguintes orientações:
• Na retirada da roupa suja deve haver o mínimo de agitação e manuseio, observando-se as medidas de precauções descritas anteriormente
• Roupas provenientes do isolamento não devem ser transportadas através de tubos de queda.
• Devido ao risco de promover partículas em suspensão e contaminação do trabalhador não é recomendada a manipulação, separação ou classificação de roupas sujas provenientes do isolamento. As mesmas devem ser colocadas diretamente na máquina de lavar. 
• O quarto, enfermaria e área de isolamento deve ter a entrada sinalizada com alerta referindo isolamento a fim de evitar a passagem de pacientes e visitantes de outras áreas ou de profissionais que estejam trabalhando noutros locais do hospital. O acesso deve ser restrito aos profissionais envolvidos na assistência;
• Também deve estar sinalizado quanto às medidas de precaução (gotículas e padrão) a serem adotadas;
• Imediatamente antes da entrada do quarto, enfermaria e área de isolamento
devem ser disponibilizadas:
•. Condições param higienização das mãos: dispensador de preparação alcoólica (gel ou solução a 70%), lavatório/pia com dispensador de sabonete líquido, suporte para papel toalha, papel toalha, caixote de lixo com tampa e abertura sem contato manual;
•Equipamentos de proteção individual (EPI);
• Mobiliário para guarda de EPI.
 É importante ressaltar que os filtros dos aparelhos de ar-condicionado provenientes de sala de isolamento, quando descartados, devem ser considerados como resíduos infetantes
HIGIENIZAÇÃO DE LEITOS E BERÇOS
COMO PROCEDER:
·       Promover a higienização (desinfecção e/ou limpeza) do colchão e das partes metálicas dos leitos e berços;
·       Enxaguar e secar as superfícies;
·       Desinfetar o colchão com três fricções de álcool a 70%.
ATENÇÃO: As rodas das macas/leitos também devem ser higienizados.
A limpeza terminal é feita com mais assiduidade nas unidades mencionadas
A seguir descreve-se a sequência de uma limpeza terminal
Materiais:
Técnica: Os procedimentos devem ser executados na seguinte sequência:
I. Preparativos:
1) Reunir todo material necessário em carrinho de limpeza;
2) Colocar o carrinho ao lado da porta de entrada do ambiente, sempre do lado de fora;
3) Lavar as mãos, calçar as luvas e demais EPI’S apropriados para a realização da higienização;
4) Efetuar, quando preciso, a desinfecção localizada do piso, a desinfecção localizada do piso e/ou paredes
5) Fechar com dois nós os sacos de resíduos (lixo), recolhê-los e depositá-los no saco maior do carrinho de limpeza;
6) Realizar a remoção de migalhas, papéis, cabelos e outros resíduos presentes;
7) Desconectar todos os equipamentos das tomadas elétricas, com exceção do frigorífico de vacinas e equipamentos eletrónicos, p. ex. computadores e terminais
8) Encher os baldes pela metade, um com solução de detergente e outro com água limpa, trocando ou repondo esses líquidos sempre que estiverem sujos.
II. Teto:
9) Afastar os móveis das paredes e executar a limpeza do teto com rodo envolvido em pano humedecido com solução de detergente e depois com água limpa. Os candeeiros de iluminação devem ser limpas mensalmente por dentro e por fora, usando também pano embebido em solução de detergente e, em seguida, passando pano humedecido em água limpa;
III. Paredes, janelas (incluindo vidros) e portas:
10) Observar a presença de manchas e removê-las com esponja ou pano humedecido com solução de detergente, através de movimentos verticais, de cima para baixo;
11) Higienizar toda a superfície das paredes pintadas, com rodo envolvido em pano humedecido com solução de detergente, repetindo a operação com água limpa para retirar os resíduos do detergente.
12) Lavar os azulejos, juntas, portas, janelas, parapeitos, visores e maçanetas das portas com o uso de esponja e pano embebido com solução detergente e depois com água limpa, secando-os a seguir.
13) Limpar interruptores, tomadas e exaustores com um pano macio ligeiramente embebido em solução de detergente, passando em seguida o pano levemente humedecido com água limpa e enxugando com pano limpo e seco. Não usar detergente, álcool ou água diretamente sobre a frente plástica destes dispositivos;
14) Executar a limpeza semanal da frente plástica, da parte aparente do gabinete e do filtro do aparelho de ar condicionado, cumprindo os procedimentos próprios
IV. Mobiliário e Equipamentos:
15) Proceder a prévia desocupação da parte interna do mobiliário (em caso de medicamentos, antisséticos, soros e produtos para saúde, solicitar ao pessoal de enfermagem que os retire e higienize);
16) Limpar a parte interna do móvel com um pano ou esponja humedecidos com solução de detergente, sempre com movimentos únicos de trás para frente;
 17) Retirar os resíduos do detergente com pano humedecido com água limpa;
18) Enxugar com pano limpo e seco;
19) Friccionar as superfícies internas com compressa ou pano humedecido com álcool a 70%;
20) Aplicar a técnica na higienização das superfícies do mobiliário (ver 21), aplicando movimentos de cima para baixo nas laterais;
21) Aplicar a técnica na higienização dos equipamentos, incluindo os telefones;
1) Passar o pano ou compressa sempre limpo, humedecido com álcool a 70%, friccionando as superfícies;
2) Caso os mobiliários e equipamentos apresentem-se sujos, deve-se passar o pano com detergente, enxaguar com o pano umedecido com água limpa e secar antes de friccionar as superfícies com álcool a 70%.
22) Recolocar o mobiliário ao local apropriado;
V. Piso:
23) Proceder à lavagem com solução detergente, friccionando-o com vassoura de nylon, ou com fibra sintética, ou preferencialmente com máquina lavadora, enxaguando e secando sucessivamente;
VI. Instalações sanitárias:
24) Realizar a lavagem do WC com solução de detergente e enxaguamento com água limpa, iniciando pelo teto, pia e acessórios, box, paredes, vaso sanitário e, por fim, o piso;
25) Limpar o teto com pano humedecido, envolvido no rodo;
26) Lavar inicialmente a pia usando a esponja dupla-face ou esponja de aço, não esquecendo as áreas em volta das torneiras e os encanamentos sob o lavatório;
27) Lavar os acessórios (suportes para toalha de banho, para sabonetes de uso no banho e para papel higiénico) com o auxílio de esponja;
28) Lavar a box e os azulejos, principalmente na parte inferior das paredes, onde os azulejos e os juntos ficam mais impregnados por respingos de oleosidades da pele e secreções do corpo;
29) Lavar a sanita, na seguinte sequência: a) descarregar o autoclismo; b) lavar o exterior da sanita e enxaguá-la, incluindo o assento; c) colocar um pouco de detergente e esfregar o interior da sanita com a escova específica, inclusive a área sob a borda; d) enxaguar toda a superfície exterior da sanita e o assento e secar com pano limpo; e) Descarregar o autoclismo de novo
Observação: o hipoclorito de sódio a 1% deve ser colocado no assento e no interior
 da sanita na presença de fezes sanguinolentas e quando usado por portadores de doenças infecto-contagiosas. Caso contrário, poderá ser usado apenas a solução detergente e, ao final um desinfetante desodorizante (opcional);
30) Lavar o piso (esfregando) do fundo do recinto em direção à porta, enxaguar e aplicar, no final, com auxílio de pano e rodo ou mop, uma camada fina de desinfetante desodorizante (opcional).
VII. Desinfecção de maçanetas e visores:
31) Retirar as luvas, lavar as mãos e, por fim, desinfetar os visores e maçanetas das portas, friccionando suas superfícies com álcool a 70%;
VIII. Finalização:

32) Repor os produtos de higiene pessoal (sabão líquido, papel toalha e papel higiênic
Atenção: os recipientes do sabão líquido devem ser lavados internamente pelo menos uma vez por semana;
33) Lavar em local próprio (DML) os materiais, utensílios e EPI’S utilizados, antes de reutilizá-los

Responda às seguintes questões:
1-   Indique quando deve ser feita a limpeza terminal
R: A limpeza terminal deve ser realizada sempre que um paciente tem alta, é transferido ou morre e em algumas instalações específicas como nas salas cirúrgicas a limpeza terminal deve ser realizada no término da programação cirúrgica diária e nos finais de semana, impreterivelmente, todo o Centro Cirúrgico deve ser lavado de forma rigorosa.
A programação da limpeza terminal noutras instalações deve seguir o que a instituição definir.

2-   Indique o material necessário para fazer uma limpeza terminal.
R:
Água e detergente
 1 carrinho de limpeza com 2 baldes de cores diferentes (um para solução detergente e outro com água limpa
para enxaguamento.
 2 panos de limpeza para mobiliários, acessórios e equipamentos (um para limpar, outro para secar);
 2 panos de chão ou mops (um para limpar e outro para enxaguar e secar);
 1 vassoura de nylon para lavagem do piso das instalações sanitárias;
 1 rodo ou haste de mop;
 1 escova específica para pia;
 1 esponja dupla-face exclusiva para azulejos e pia;
 1 escova específica para a limpeza do vaso sanitário, a qual deve permanecer permanentemente anexa ao mesmo;
 1 recipiente com álcool a 70%;
1 escada.
sacos de lixo vazios (1 branco para resíduo infetante e 1 preto para resíduos comum

 EPI (farda, luvas, gorro, avental, botas, máscara e óculos)
3-   Ordene os seguintes locais de acordo com a sequência de procedimento de limpeza terminal de uma enfermaria.
a-    Lavar em local próprio (DML) os materiais, utensílios e EPI’S utilizados.
b-   Lavar o exterior da sanita e enxaguá-la, incluindo o assento
c-    Limpar o teto com pano humedecido, envolvido no rodo
d-   Passar o pano ou compressa sempre limpo, humedecido com álcool a 70%, friccionando as superfícies da mesa de apoio á refeição
e-    Desinfetar os visores e maçanetas das portas, friccionando suas superfícies com álcool a 70%;
f-    Limpar a parte interna do móvel com um pano ou esponja humedecidos com solução de detergente, sempre com movimentos únicos de trás para frente
g-   Realizar a lavagem do teto do WC com solução de detergente e enxaguamento com água limpa.
h-   Desinfetar o colchão do leito
i-     Desinfetar as pernas do leito
j-     Encher os baldes pela metade, um com solução de detergente e outro com água limpa
k-   )
l-     Fechar com dois nós os sacos de resíduos (lixo), recolhê-los e depositá-los no saco maior do carrinho de limpeza;
m- Recolocar o mobiliário ao local apropriado.
n-   Fazer a cama com roupa limpa
o-   Lavar a box e os azulejos, principalmente na parte inferior das paredes.
p-   Proceder à lavagem com solução detergente, friccionando-o com vassoura de nylon, ou com fibra sintética, ou preferencialmente com máquina lavadora, enxaguando e secando sucessivamente, começando na parte mais afastada da porta.
q-   Limpar a parte interna da mesinha de cabeceira com um pano ou esponja humedecidos com solução de detergente, sempre com movimentos únicos de trás para frente.
r-     Proceder a prévia desocupação da parte interna do mobiliário.
s-    Repor sabão líquido, papel toalha e papel higiénico.
t-     Reunir todo material necessário em carrinho de limpeza.
u-   Retirar os resíduos do detergente de dentro da mesinha de cabeceira com pano humedecido com água limpa.
v-   Recolher a roupa usada das camas se ainda não tiver sido feito.
R:   A ordenação dos passos é a seguinte: t v l j c r f q u d h i n m p g o b e s a

Após os alunos terem concluído a ficha de trabalho, foi entregue à professora de todos os grupos uu ma só folha devidamente identificada com a respostas às questões da ficha.
Para finalizar a aula a professora passou um video sobre a higienização terminal do leito/cama, onde podemos ver como é efectuada a limpeza tendo em atenção os cuidados ergonómicos que o técnico auxiliar de saúde deve ter em conta. Ainda no video, são demonstrados os passos que devemos realizar na limpeza do leito como:
1º - Higienizar a cabeceira, com movimentos de cima para baixo
A lavagem e a secagem devem ser realizadas com panos diferente.
2º -  Ensaboar o colchão e passar com o pano molhado e logo de seguida passar com o pano seco.

Concluindo, foi uma aula tranquila, correu dentro da normalidade e os alunos mostraram interesse na proposta de trabalho feita pela professora. 

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Relatório_Nº10_11ºAno



Lições nº 19 e 20                                                                                        4/10/2013
               
                           Sumario: Realização de uma ficha de trabalho sobre prevenção e controlo de infeções relacionadas com o processamento das roupas hospitalares.

    Nesta aula os alunos estiveram a resolver uma ficha de trabalho que servirá como um elemento de avaliação para o módulo 4.
     A ficha seguir-se-á  bem como as respetivas respostas.



ESCOLA SECUNDÁRIA AFONSO LOPES VIERIRA
CURSO PROFISSIONAL DE TÉCNICO AUXILIAR DE SAÚDE
Higiene Segurança e Cuidados Gerais                 
 Ano Letivo: 2012/13       


M4: Prevenção e controlo da infeção na higienização de roupas, espaços, materiais e equipamentos – unidade 3- Roupas
Lê o texto com atenção e responde às questões apresentadas no final.
PREVENÇÃO   CONTROLE  DE  INFEÇÕES  RELACIONADAS  COM O  PROCESSAMENTO  DAS  ROUPAS  HOSPITALARES
4. Cobertores como fontes de contaminação
8. Qualidade da água
12. Classificação da sujidade

As roupas hospitalares representam todo e qualquer material de tecido utilizado dentro de hospitais e que necessitam passar por um processo de lavagem e secagem para a sua reutilização.
Roupas hospitalares, por exemplo, incluem lençóis, fronhas, cobertores, toalhas, colchas, cortinas, roupas de pacientes e roupas de funcionários, fraldas, compressas, máscaras, aventais, gorros, panos de limpeza, entre outros.
Através desses exemplos, pode perceber-se a grande variedade, origem, diferentes utilizações, sujidades e contaminação das roupas utilizadas dentro de hospitais.
As roupas hospitalares diferem daquelas utilizadas noutros  tipos de instituições ou nas residências porque estas podem apresentar-se contaminados com sangue, secreções ou excreções de pacientes em maior quantidade de contaminação e volume de roupa, mas não de uma forma diferente das sujidades encontradas nas roupas da comunidade em geral.  
            O processamento das roupas hospitalares abrange todas as etapas pelas quais as roupas passam, desde sua utilização até seu retorno em condições ideais de reutilização.

Estas etapas estão geralmente divididas em:
1.1. Seleção, acondicionamento, recolha e transporte da roupa suja utilizada nos diferentes setores do hospital;
1.2. Receção e lavagem da roupa suja na lavandaria;
1.3. Secagem e dobragem da roupa limpa;
1.4. separação e transporte da roupa limpa da lavandaria para os diversos setores do hospital;
1.4. Armazenamento e controle de stock da roupa limpa nos vários setores do hospital.
Também podem estar incluídas neste processo, a confeção e o reparo (remendo) das roupas.
A lavandaria hospitalar tem o objetivo de transformar toda a roupa suja ou contaminada utilizada no hospital, em roupa limpa. Este processo é extremamente importante para o bom funcionamento do hospital em relação à assistência direta ou indireta prestada ao paciente. O processamento de roupas dentro dos hospitais deve ser dirigido para que a roupa não represente um veículo de infeção, contaminação ou mesmo irritação aos pacientes e trabalhadores.
2. Contaminação da roupa utilizada dentro de hospitais
A contaminação da roupa hospitalar depende basicamente da sua sujidade e da proveniência desta sujidade. Roupas sujas de fezes, secreções purulentas, urina, sangue, secreções vaginais, uretrais, gástricas e outras secreções e excreções corporais, apresentarão uma maior quantidade de microrganismos do que  roupas com sujidade não proveniente de pacientes, como é o caso de roupas sujas com alimentos, líquidos diversos, poeiras, etc. Quanto maior a quantidade da sujidade (matéria orgânica), também maior será a quantidade de microrganismos presentes na roupa suja.
Um estudo feito por Church e Loosli, da Universidade de Chicago, em 1953, demonstrou que roupas hospitalares sujas apresentavam uma média de 2x10.000 bactérias/100 cm2. Os lençóis, fronhas e roupas de pacientes apresentavam maior contaminação do que colchas e cobertores. Lençóis de baixo ou inferiores apresentavam maior número de bactérias do que os superiores e a parte junto à cabeceira das roupas de cama também demonstrou maior contaminação do que a parte dos pés da cama.
            Mesmo que o processo de lavagem, centrifugação, secagem e passagem a ferro da roupa sejam os mais adequados possíveis, o resultado final não representa a eliminação total de microrganismos, já que não é um processo de esterilização.
Num estudo feito por Arnold, em 1938, as contagens de bactérias, nas suas mais diversas formas, caíram para zero após o último processo, o de passagem a ferro da roupa, restando apenas as formas esporuladas.
A meta principal a ser atingida após o processamento da roupa deve ser a redução das contagens microbianas para níveis aceitáveis, ou seja, livre de microrganismos patogénicos em quantidade e qualidade suficientes para transmitir doenças.
As contagens de microrganismos na roupa limpa aumentam, entretanto, com o passar dos dias, dependendo das condições de transporte e armazenamento. A análise da roupa limpa colocada sobre camas, apresentou, num estudo, aumento de contaminação após 2 a 10 dias sem uso, principalmente as roupas mais expostas.

3. Risco de aquisição de infeções hospitalares através das roupas
            Parece claro que a adoção de rotinas adequadas quanto à recolha, transporte e  processamento da roupa suja, distribuição e armazenamento da roupa limpa, além da proteção adequada dos funcionários que manuseiam a roupa suja, deveria prevenir qualquer fonte potencial de infeção cruzada.
O eficiente processamento das roupas hospitalares depende basicamente de uma boa operacionalização do serviço, da adequada área física e equipamentos, de uma administração competente e da formação dos trabalhadores. A operacionalização da lavandaria abrange todo o circuito da roupa, desde sua utilização nas diversas unidades do hospital, separação e acondicionamento da roupa suja nestas unidades, recolha e transporte, até à sua redistribuição e armazenamento após o devido processamento. 

4. Cobertores como fontes de contaminação
Os cobertores podem frequentemente representar mais uma fonte de contaminação, uma vez que não são substituídos diariamente, nem lavados com muita frequência. Estudos feitos em Curitiba mostraram que, de uma amostra de 28 cobertores, 100% estavam contaminados, independente de estar em uso ou não. A recomendação, portanto, seria a lavagem dos cobertores após a alta e após qualquer contaminação evidente.
5. Esterilização das roupas hospitalares
Como já foi citado anteriormente, o processamento normal da roupa não resulta na eliminação total dos microrganismos, especialmente das formas esporuladas. Para isto, seria necessário um processo de esterilização, preferencialmente através de autoclave a vapor e pressão.
Quando existe possibilidade da roupa entrar em contato com pele não íntegra, mucosas e tecidos expostos, necessariamente deve ser prevista a sua esterilização. Isto aplica-se para procedimentos cirúrgicos, procedimentos invasivos, nas queimaduras e em outras situações em que ocorra a quebra da barreira de proteção da pele.
Mesmo em pacientes imunodeprimidos, a necessidade de esterilização das roupas aplica-se somente nas situações relatadas anteriormente.
O processamento da roupa num ambiente único dentro de lavandarias hospitalares pode propiciar a recontaminação constante da roupa limpa. Um grande número de microrganismos são lançados ao ar durante o processo de separação da roupa suja, contaminando todo o ambiente circundante.
 Assim, é indispensável na área física a existência de uma barreira de contaminação, separando a área suja da lavandaria (separação e lavagem da roupa), da área limpa (acabamento e armazenamento da roupa).
Essa barreira de contaminação só será realmente eficiente se existirem máquinas de lavagem de roupa com duas portas de acesso, uma para cada área. Nos hospitais de pequeno tamanho, que utilizam ainda as máquinas tradicionais, a barreira de contaminação pode ser efetivada pela delimitação de uma área física especial, ou seja, um espaço intermediário. Neste caso, a área de lavagem estará compreendida entre as áreas de separação (suja) e de acabamento (limpa).
Os equipamentos mínimos necessários para o bom funcionamento de uma lavandaria são: máquinas de lavar roupa, centrifugadoras, secadoras, prensas e máquinas de costura. Além disso são necessários termómetros, termostatos e cronómetros.
Não menos importante é uma rede de esgotos viável, energia elétrica suficiente, iluminação, ventilação e exaustão adequada, além de caldeiras, para aquecimento da grande quantidade de água necessária, e ar comprimido para as máquinas.
Todas as janelas da lavandaria deveriam ser providas de tela, para evitar entrada de insetos.   
A qualidade da água utilizada em lavandarias é muito importante para o processo da lavagem. A análise e tratamento da água são indispensáveis, a mesma não deve conter sais de cálcio e magnésio, ferro, manganês ou matéria orgânica.
A seleção dos diferentes tipos de roupa suja, para escolha do método de lavagem adequado, não deveria ser feita na lavandaria, mas no momento do seu acondicionamento nas unidades ou enfermarias. Os sacos de recolha já deveriam conter identificação quanto ao tipo de roupa que contêm, roupas muito sujas, muito contaminadas, ou roupas levemente sujas, pouco contaminadas.
Várias publicações têm recomendado e demonstrado que não é necessário separar a roupa proveniente de pacientes em isolamentos, ou seja, pacientes reconhecidamente infetados, já que o potencial de contaminação é o mesmo para qualquer roupa que contenha muita sujidade com matéria orgânica (sangue, urina, fezes, secreções e excreções corporais) de qualquer paciente.
Portanto, deve ser considerada contaminada, ou muito suja, toda e qualquer roupa que apresentar sujidade aparente de sangue, fluidos, urina, fezes, etc...
A roupa que não apresentar este tipo de sujidade aparente pode ser considerada não contaminada ou levemente suja. Uma boa forma de caracterização da roupa muito suja, ou muito contaminada, seria a sua colocação num saco plástico, dentro do saco de recolha, o que inclusive colabora para o não derramamento e extravasamento de sujidades líquidas através do saco de tecido (saco de recolha) e maior contaminação do ar durante o transporte.
Outras recomendações sugerem a identificação dos sacos de recolha com diferentes cores para cada tipo de roupa ou até para diferentes locais de procedência da roupa.
10. Rotinas de recolha e transporte da roupa suja
O transporte da roupa usada no hospital é um problema muito sério. Trata-se de material contaminado que pode disseminar infeções e trata-se de um volume e peso considerável a ser transportado diariamente, com intensa manipulação dentro das diversas áreas do hospital e dentro da própria lavandaria.
Quanto às rotinas de recolha e transporte da roupa hospitalar, recomenda-se que:
- A roupa suja deve ser manuseada e sacudida o menos possível, devendo ser transportada ao serviço de lavandaria em sacos resistentes e bem vedados.
- As roupas sujas devem ser colocadas nas unidades e enfermarias em sacos de recolha e guardadas em sala específica para materiais sujos.
- Roupas muito sujas com matéria orgânica devem ser acondicionadas com sacos plásticos dentro dos sacos de recolha, para evitar extravasamento e risco de contaminação ambiental.
- Os sacos de recolha contendo roupa suja devem ser recolhidas pelo pessoal da lavandaria, no mínimo 3 vezes ao dia, para evitar o seu acúmulo nas unidades.
- O transporte da roupa suja deve ser feito em carros grandes com rodas, dentro dos setores do hospital.
- Os carros de transporte de roupa suja devem ser devidamente identificados, para diferenciá-los dos carros usados para o transporte de roupa limpa, a fim de se evitar uma troca acidental.
- Todos locais e carros utilizados para a recolha e transporte da roupa devem ser diariamente lavados com água e sabão.
- Preferencialmente, o fluxo de transporte da roupa suja não deve coincidir com o fluxo da roupa limpa.   
Na área de separação, a roupa suja é separada para ser colocada na máquina. O manuseio da roupa suja deve ser o mínimo possível, apenas o necessário para a perfeita colocação das roupas na máquina e para a identificação de objetos estranhos colocados erradamente nos sacos de recolha. Seria recomendável o uso de um detetor de metais, para evitar o manuseio excessivo. As roupas não deveriam ser contadas, também para evitar mais manuseio.
Os funcionários responsáveis pela receção, separação e seleção da roupa suja devem usar farda especial que os proteja do contato com a roupa suja, ou seja, avental impermeável, luvas de borracha, gorro, botas de borracha, máscaras e óculos de proteção.
Apesar das maiores evidências relacionarem os riscos de transmissão de infeções para os funcionários através do contato da pele com as roupas contaminadas, as outras formas de transmissão não podem ser negligenciadas, como a transmissão pelo ar ou pelo espiro de secreções em mucosas (olhos, boca, etc.), daí a importância do uso de máscaras e óculos de proteção. É importante também lembrar do risco de transmissão de infeções em cabelos e pelos, causadas por parasitas, como por exemplo pediculose, especialmente para trabalhadores homens que têm barba. As infeções mais comuns em funcionários da lavandaria são pediculoses em cabelos e barbas, escabioses e conjuntivites, muito provavelmente causadas pela falha no uso de equipamentos de proteção. 
A frequente lavagem de mãos pelo pessoal que manuseia com roupa suja também é essencial para a prevenção das infeções.
Os acidentes perfuro-cortantes representam um sério risco de aquisição de infeções transmitidas pelo sangue e outros fluidos corporais (vírus HIV, hepatites e outros) para os funcionários que manuseiam com a roupa suja, nas quais podem ter sido inadvertidamente desprezadas agulhas ou outros materiais cortantes contaminados. Medidas de precauções universais tem sido amplamente recomendadas para a diminuição destes riscos.   
Os sacos de recolha de roupa contendo roupa suja deveriam possuir identificação da unidade de procedência. No caso de serem encontrados objetos estranhos dentro dos sacos, as unidades poderiam  ser avisadas, como medida educacional, no sentido de evitar que estas falhas se repitam, colocando em risco a saúde ocupacional dos funcionários da lavandaria, além de danificar roupas e máquinas. Recomendações deste tipo têm sido utilizadas em vários hospitais e podem, a princípio parecer duras, mas são extremamente necessárias.

É importante classificar a sujidade para se adotar o método correto de eliminá-la. De forma geral as sujidades classificam-se em:
- Sujidades solúveis na água (açúcares, sais, sumos de frutas, corantes, etc...): a sua eliminação efetua-se basicamente por enxaguamento.
- Sujidades saponificáveis (matérias gordurosas): a ação do calor, combinada com a dos álcalis e a agitação mecânica, amolece as gorduras, saponifica-as e remove-as.
- Sujidades emulsionáveis (óleos minerais): a sua estrutura química só permite sua eliminação através da emulsão, por ação de detergentes tensioativos.
- Sujidades eliminadas por via física (areia, fuligem, poeira,...): a sua eliminação ocorre pela ação mecânica combinada com o poder hidratante de um produto tenso ativo.
- Sujidades eliminadas por descoloração (chá, café, vinho, medicamentos,...): não são removíveis pois tingem a fibra. É necessário, então, destruir a cor através de agentes de branqueamento (hipoclorito de sódio, perborato de sódio e outros).
- Sujidades ou matérias albuminoides (albumina, sangue, plasma,...): coagulam e dissolvem-se através do calor e soluções alcalinas.

A lavagem é o processo que consiste na eliminação da sujidade fixada na roupa, deixando-a com aspeto e cheiro agradáveis, confortável para o uso e com níveis microbiológicos reduzidos aos limites aceitáveis.
Existem vários processos de lavagem de roupa, daí a necessidade da classificação da mesma, que é feita dependendo do grau de sujidade, do tipo de tecido e do tipo de equipamento.
O processo de lavagem mecânica da roupa associado ao uso de água quente e detergente efetivos é essencial para remover a contaminação bacteriana da roupa. Um termómetro deveria ser usado para medir a temperatura da água. Temperaturas da água acima de 71ºC durante 25 minutos têm sido recomendadas, desde os estudos de Arnold. Outras publicações recomendam temperaturas de 80, 85 a 95ºC durante 15 minutos.
Outro estudo interessante sugere a ineficácia das lavagens a seco na redução e eliminação de muitos microrganismos, especialmente alguns tipos de vírus.
Todos estes estudos, apesar de ainda questionáveis, tem merecido particular atenção para futuras propostas de novos métodos de lavagem, não só levando em conta a descontaminação da roupa, como na tentativa de diminuir o tempo nos processos de lavagem e a diminuição da danificação e presença de resíduos tóxicos e irritantes na roupa.
Cada fase dentro das máquinas de lavagem da roupa deve seguir padrões de temperatura e tempo bem definidos. As temperaturas mais elevadas ocorrem na fase de lavagem, devendo a água permanecer em temperaturas mais baixas durante as demais fases, para não danificar excessivamente a roupa.
Basicamente, deve-se distinguir os processos de lavagem em ciclos para lavagem de roupa com sujidade leve ou sujidade pesada, dependendo da quantidade de sujidade aparente na roupa. Toda roupa com mais de três pontos de sujidade visível de sangue, fezes, urina, secreções e outros fluidos já pode ser considerada roupa de sujidade elevada.
 
Ciclo para lavagem de roupa com sujidade leve
Ciclo para lavagem de roupa com sujidade elevada
         - lavagem
         - desinfeção
         - 1º enxaguamento e 2º enxaguamento
         - acidulação
         - amaciador/desinfeção

         - hidratação
         - 1º enxaguamento e 2º enxaguamento
         - pré-lavagens
         - enxaguamento
         - desinfeção
         - lavagem
         - 1º enxaguamento e 2º enxaguamento
         - acidulação
         - amaciador/desinfeção

Os produtos químicos utilizados na fase de lavagem são o sabão (soda cáustica + ácidos gordos) ou detergentes sintéticos (soda cáustica + ácido duodecil benzenosulfato).
Durante a desinfeção são utilizados produtos que contém cloro, como hipoclorito de sódio ou perbonato de sódio. Esta fase colabora para o branqueamento da roupa e fundamentalmente para a redução da sua contaminação microbiana.
A acidulação consiste em adicionar um produto ácido, em geral a base de ácido acético, para baixar o pH e neutralizar os resíduos alcalinos da roupa.
Na última fase, de amaciamento, adicionam-se produtos à base de glicerina para produzir o amolecimento ou elasticidade das fibras, tornando o tecido suave e macio. 
Na fase de secagem, a temperatura da máquina varia de 20 a 150ºC. Os filtros da máquina secadora devem ser limpos a cada processo de secagem, pois o acúmulo de penugem e poeira nestes filtros poderia recontaminar a roupa ou espalhar-se para o ambiente.
As máquinas que fazem todas as operações inclusive a secagem, são as mais indicadas na prevenção contra a contaminação, pois evitam o transporte da roupa já lavada de uma máquina para outra, por exemplo, da máquina de lavar para a máquina secadora e daí para a passagem a ferro.
Após a operação de lavagem, a roupa passa por processos de centrifugação, secagem e prensagem. Todos estes processos se efetuam na área limpa da lavandaria. É fundamental que os funcionários desta área não entrem em contato com os outros  que trabalham na área suja. Os funcionários  da área limpa devem usar uniformes específicos para esta área. Também não devem existir correntes de ar entre as áreas suja e limpa.
            A centrifugação representa um ponto de recontaminação da roupa, devido ao facto de que a centrifugadora aspira centenas de metros cúbicos de ar ambiente, se este estiver contaminado necessariamente aumentará o número de microrganismos na roupa.
O quadro seguinte, extraído dos estudos de Church e Loosli, demonstra claramente a centrifugação como ponto de recontaminação:

    Etapas                            Microrganismos por cm2 de tecido
antes da lavagem                            2.000
após a lavagem                                   10
após a centrifugação                       2.300
após a calandragem                             30                      
A fase de passagem a ferro é extremamente necessária no processo de descontaminação da roupa. A temperatura deve chegar a 160ºC.
15. Rotinas de distribuição e stoke da roupa limpa
A roupa limpa  deve ser transportada de forma a evitar a recontaminação, através de carro fechado, não permitindo a entrada de poeira durante o transporte. Não deve ser utilizado o mesmo carro de transporte da roupa suja.
Durante o armazenamento, deve-se evitar a recontaminação da roupa limpa, isolando-a dos locais da roupa suja. O local para armazenagem da roupa limpa deve estar protegido de intensa circulação de ar, em salas limpas, fechadas. Os armários para guardar a roupa limpa devem ser fechados, não permitindo entrada de poeira e insetos.   
Quanto maior o período de armazenamento, maior a probabilidade de recontaminação da roupa. O período de armazenamento, por convenção, poderia, então, ser estabelecido em 24 a 48 horas.
O armazenamento da maior parte da roupa limpa deve ser centralizado na lavandaria. As unidades ou enfermarias devem possuir uma quantidade de roupa para mais ou menos 24 a 48 horas. A distribuição da roupa limpa deveria, portanto, ser feita 1 vez ao dia para o armazém principal e, se necessário, outras vezes para complementar.
A opção pelo uso de roupas descartáveis deve ser avaliada do ponto de vista económico, pelo facto de ser prático, qualidade, capacidade operacional da lavandaria, espaço para armazenamento, além de outros. Dependerá, obviamente, dos recursos disponíveis em cada instituição.
Atualmente encontramos disponível no mercado nacional diversos tipos de pequenos itens de roupa hospitalar a preços acessíveis, como por exemplo, máscaras, gorros, propés, fraldas. A confeção e processamento destes acessórios pode tornar-se mais demorada, mais trabalhosa e resultar numa menor qualidade e segurança, do que o uso de descartáveis.

Responde às seguintes questões:
1-      Indique o local ideal, num hospital, para separar as roupas sujas das limpas.
        R. O local ideal para separar  as roupas sujas das roupas limpar, num Hospital é a Lavandaria.

2-       Ordene do geralmente mais contaminado para o menos: lençóis  de baixo junto à cabeceira, lençóis de baixo junto aos pés, cobertores e colchas, lençóis de cima e roupas do paciente.
        R: . Roupas do paciente. Lençóis de baixo junto à cabeceira, lençóis de baixo junto aos pés, cobertores e colchas.

3-       Indique a principal regra que deve existir na divisão do espaço físico de uma lavandaria hospitalar.
        R: Numa lavandaria é estritamente indispensável que exista uma barreira física que divida a área da roupa limpa da área da roupa suja.

4-      Explique por que razão  é de toda a importância  uso de máscaras e óculos de proteção na separação da roupa suja.
        R: A razão pela qual é obrigatório o uso de máscara e óculos de proteção individual é que as roupas estão contaminadas e são uma fonte de contaminação. Apesar das maiores evidências relacionarem os riscos de transmissão de infeções para os funcionários através do contacto da pele com as roupas contaminadas, as outras formas de transmissão não podem ser negligenciadas, como a transmissão pelo ar ou pelo espirro de secreções em mucosas (olhos, boca, etc.),Caso não usemos este tipo de  equipamentos estamos expostos a um risco de nos contaminar

5-       Descreva o que deve ser considerada roupa suja.
       R: Num hospital, roupas sujas são todo e qualquer material que esteja contaminado e não só o contaminado com sangue, secreções ou excreções de pacientes, que necessite passar por um processo de lavagem e secagem para a sua reutilização.

6-      Indique quais as  infeções mais comuns em funcionários da lavandaria.
       R: As infeções mais comuns em funcionários da lavandaria são pediculoses em cabelos e barbas, escabioses e conjuntivites, muito provavelmente causadas pela falha no uso de equipamentos de proteção. 
7-       Enumere  os equipamentos mínimos necessários para o bom funcionamento de uma lavandaria hospitalar.
R: Os equipamentos mínimos necessários numa lavandaria são:máquinas de lavar a roupa, centrifugadoras, secadoras, prensas e máquinas de costura mas também termómetros, termóstato e cronómetros

8-       Indique porque é importante classificar a sujidade da roupa.
R: É necessário classificar a roupa suja para se saber que tipos de programas e que tipo de produtos devemos utilizar.

9-       Indique quais as etapas do processamento da roupa após a lavagem.
      R: Após a lavagem a roupa passa por um processo de centrifugação, de secagem e de prensagem ou passagem a ferro e alguma roupa pode ir para esterilizar.

10-  Indique o período máximo recomendado de armazenamento da roupa limpa.
  R: O período máximo é entre 24 a 48 horas.

11-  Explique por que razão o processo de centrifugação é fonte de contaminação.
   R: Durante o processo de centrifugação, a centrifugadora aspira muito ar do ambiente e se este estiver contaminado contaminará a roupa no seu interior.

12-   Apresente a diferença entre um ciclo para lavagem de roupa com sujidade  elevada de um com sujidade leve.
       R: Na roupa com sujidade leve é feita a lavagem, desinfeção, 1º enxaguamento e 2º enxaguamento, acidulação, amaciador e desinfeção. O ciclo de lavagem da roupa com sujidade elevada  possui um ciclo anterior que consisteemé hidratação, 1º e 2º enxaguamentos, pré lavagens, enxaguamento, desinfeção

13-  Transcreva  as recomendações das rotinas de recolha e transporte da roupa hospitalar.
  R: As recomendações são:
      - As roupas sujas devem ser manuseadas e sacudidas o menos possível ;
      - a roupa suja deve ser colocada nas unidades e enfermarias em sacos de recolha e guardadas em salas especificas para materiais sujos:
      - as roupas com matéria orgânica devem ser acondicionadas com sacos de plástico dentro dos sacos de recolha;
     . Os sacos de recolha que têm a roupa com matéria orgânica devem ser recolhidas pelo pessoal da lavandaria no mínimo 3 vezes ao dia;
    - O transporte  da roupa suja deve ser feito com carros grandes com rodas;
   - Os carros de transporte de roupa suja devem ser identificados para se poder distinguir dos carros de transporte de roupa limpa;
   - Todos os carros utilizados para a recolha de roupa suja devem ser lavados, diariamente, com água e sabão.
   - O fluxo de transporte de roupa suja não deve coincidir com o fluxo de transporte de roupa limpa.

14-  Explique como os perfuro-cortantes podem representar um sério risco de aquisição de infeções transmitidas pelo sangue e outros fluidos corporais numa lavandaria.
       R: Os acidentes perfuro-cortantes representam um sério risco de aquisição de infeções transmitidas pelo sangue e outros fluidos corporais ( HIV, hepatites e outros) para os funcionários que manuseiam a roupa suja, nas quais podem ter sido inadvertidamente desprezadas agulhas ou outros materiais cortantes contaminados.

Conclusão: Nesta aula, os alunos, fizeram apenas a ficha de trabalho e alguns deles não chegaram a terminá-la

   

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Relatório nº9_11º

lições nº 17 e 18                                                                                                    02-12-2013
Processamento de roupa nos serviços de saúde tendo em vista os níveis de risco biológico.
Acondicionamento e técnicas de manuseamento de roupa suja e roupa lavada.