2º As - 2014/15

2º As - 2014/15

terça-feira, 31 de maio de 2016

Relatório nº 67_ 12º Ano _ 2015/2016

Lição nº 159, 160 e 161
20/05/2016
Sumário:
  • Visionamento do filme "Espírito de Coragem": análise e discussão do filme;
  • Auto e hetero avaliação do módulo 9.
O filme “Espírito de Coragem” é um retrato da realidade que se vive nos hospitais, que mostra em sua maioria, o contato imparcial dos profissionais para com os pacientes. 

A personagem principal é uma professora que tem um tumor avançado, sendo submetida a árduos processos de tratamento e longos períodos de sofrimento.

No filme, podemos distinguir dois momentos na vida da paciente: antes e depois da rotina hospitalar, podendo ver-se nitidamente como a solidão afeta a vida de um ser humano.

A seguir, apresenta-se o trailer do filme "Espírito de Coragem":


Relatório nº 66_ 12º Ano _ 2015/2016

Lição nº 157 e 158
19/05/2016
Sumário:
Cuidados paliativos: visionamento de um vídeo.
Realização de uma ficha de trabalho .



Introdução
Nesta aula visionámos um video sobre os cuidados paliativos e seguidamente fizemos uma ficha relacionada com os mesmos.









LescolaEscola Secundária Afonso Lopes Vieira
Curso Profissional Técnico Auxiliar de Saúde – 3º ano
Módulo 10: Cuidados de saúde a pessoas em fim de vida e post mortem
Carga Horária: 17 horas-20 Tempos    Ano letivo 2015/16
A docente: Teresa Cunha Pereira
Cuidados Paliativos - O que são?
Apesar de todos os progressos da Medicina na segunda metade do século XX, a longevidade crescente e o aumento das doenças crónicas conduziram a um aumento significativo do número de doentes que não se curam. O modelo da medicina curativa, agressiva, centrada no ataque à doença não se coaduna com as necessidades deste tipo de pacientes, necessidades estas que têm sido frequentemente esquecidas. 
A não-cura era (e frequentemente ainda continua a ser) encarada por muitos profissionais como uma derrota, uma frustração, uma área de não-investimento. A doença terminal e a morte foram hospitalizadas e a sociedade em geral aumentou a distância face aos problemas do final de vida. As questões em torno da morte - e que interessam a todos - constituem ainda hoje um tema tabu. 
O movimento moderno dos cuidados paliativos, iniciado em Inglaterra na década de 60, e que posteriormente se foi alargando ao Canadá, Estados Unidos e mais recentemente (no último quarteirão do século XX) à restante Europa, teve o mérito de chamar a atenção para o sofrimento dos doentes incuráveis, para a falta de respostas por parte dos serviços de saúde e para a especificidade dos cuidados que teriam que ser dispensados a esta população. 
Os cuidados paliativos definem-se como uma resposta ativa aos problemas decorrentes da doença prolongada, incurável e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que ela gera e de proporcionar a máxima qualidade de vida possível a estes doentes e suas famílias. São cuidados de saúde ativos, rigorosos, que combinam ciência e humanismo.
Apesar da pertinência da resposta advogada pelos cuidados paliativos para as questões em torno da humanização dos cuidados de saúde e do seu inequívoco interesse público, o certo é que hoje, no início do século XXI, este tipo de cuidados não está ainda suficientemente divulgado e acessível àqueles que deles carecem. 
No nosso país, mais concretamente, podemos dizer que os serviços qualificados e devidamente organizados são escassos e insuficientes para as necessidades detetadas basta lembrar que o cancro é a segunda causa de morte em Portugal, com uma clara tendência a aumentar. Para além disso, importa reforçar que os cuidados paliativos são prestados com base nas necessidades dos doentes e famílias e não com base no seu diagnóstico. Como tal, não são apenas os doentes de cancro avançado que carecem destes cuidados: os doentes de SIDA em estádio avançado, os doentes com as chamadas insuficiências de órgão avançadas (cardíaca, respiratória, hepática, respiratória, renal) , os doentes com doenças neurológicas degenerativas e graves, os doentes com demências em estádio muito avançado. Não são apenas os idosos que carecem destes cuidados. o problema da doença terminal atravessa todas as faixas etárias, incluindo a infância.  Estamos , por isso, a falar de um grupo vastíssimo de pessoas,  dezenas de milhar, seguramente -  e de um problema que atinge praticamente todas as famílias portuguesas. 
Que pretendemos oferecer aos doentes na fase avançada e terminal das suas vidas, sobretudo quando temos presente que 90% das mortes ocorrem após doença crónica e avançada ? Como poderemos difundir e implementar cada vez mais a resposta-cuidados paliativos que, consensualmente, diminui bastante o sofrimento de doentes em fim de vida e seus familiares ? 
Os cuidados paliativos NÃO são cuidados menores no sistema de saúde, NÃO se resumem a uma intervenção caritativa bem intencionada, NÃO se destinam a um grupo reduzido de situações, NÃO restringem a sua aplicação aos moribundos nos últimos dias de vida e, pela especificidade dos cuidados, diferenciam-se dos cuidados continuados (cuidados aos doentes com perda de funcionalidade ou dependentes). Os cuidados paliativos NÃO são dispendiosos, NÃO encarecem os gastos dos sistemas de saúde, e tendem mesmo a reduzi-los pela melhor racionalização dos meios. 
Só poderemos combater estas conceções incorretas esclarecendo alguns conceitos:
·  Os cuidados paliativos deverão ser parte integrante do sistema de saúde, promovendo uma intervenção técnica que requer formação e treino específico obrigatórios por parte dos profissionais que os prestam, tal como a obstetrícia, a dermatologia, a cirurgia ou outra área específica no âmbito dos cuidados de saúde.
·  Os cuidados paliativos são cuidados preventivos: previnem um grande sofrimento motivado por sintomas ( dor, fadiga, dispneia ), pelas múltiplas perdas ( físicas e psicológicas ) associadas à doença crónica e terminal, e reduzem o risco de lutos patológicos. Devem assentar numa intervenção interdisciplinar em que pessoa doente e família são o centro gerador das decisões de uma equipa que idealmente integra médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais.
·  Os cuidados paliativos pretendem ajudar os doentes terminais a viver tão ativamente quanto possível até à sua morte ( e este período pode ser de semanas, meses ou algumas vezes anos ), sendo profundamente rigorosos, científicos e ao mesmo tempo criativos nas suas intervenções.
·  Os cuidados paliativos centram-se na importância da dignidade da pessoa ainda que doente, vulnerável e limitada, aceitando a morte como uma etapa natural da VIDA que, até por isso, deve ser vivida intensamente até ao fim.
Os cuidados paliativos constituem hoje uma resposta indispensável aos problemas do final da vida. Em nome da ética, da dignidade e do bem estar de cada Homem é preciso torná-los cada vez mais uma realidade.
 Responda às seguintes questões:
1-   Refira as razões que  conduziram à expansão dos cuidados paliativos  pelo mundo.

2-   Indique a sua origem.

3-   O que são cuidados paliativos?

4-   Comente a afirmação “o problema da doença terminal atravessa todas as faixas etárias, incluindo a infância.”

5-   Refira as patologias que são mais suscetíveis de  conduzir os utentes aos cuidados paliativos.

6-   Enumere, segundo o autor do texto, os conceitos que combatem os preconceitos que a sociedade  ainda tem contra o cuidados paliativos.


7-   Indique qual deverá  ser a finalidade dos cuidados paliativos?7



Conclusão
Nesta aula pudemos perceber como cuidamos de pessoas em cuidados paliativos de uma maneira mais profunda, o que nos vai ajudar a cuidar destes tipos de doentes na nossa vida profissional futura.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Relatório nº 65_ 12º Ano _ 2015/2016

Lição 155 e 156
18/05/2016
Sumário: A prestação de cuidados de saúde a utentes em fim de vida: fatores inibidores de bem-estar: necessidades físicas, psicológicas, sociais e espirituais. 

Nesta aula visualizamos uma apresentação em PowerPoint sobre a prestação de cuidados de saúde a utentes em fim de vida. 








Concluí-se que o utente em fim de vida passa por vários sentimentos, nomeadamente pela fase da negação, da depressão e por fim a resignação que é quando o utente aceita que tem a doença. Enquanto técnicos auxiliares de saúde temos de compreender todos esses sentimentos que o utente passa e nunca o devemos julgar.  
A aula correu bem e os alunos tiraram todas as dúvidas que foram surgindo. 

terça-feira, 24 de maio de 2016

Relatório nº 64_ 12º Ano _ 2015/2016

Lições  153 e 154

17/05/2016
Sumário:
O âmbito de intervenção do/a Auxiliar de Saúde.
Tarefas a executar sob a supervisão direta de um enfermeiro.
Tarefas a executar sozinho/a, sob orientação e supervisão de um enfermeiro.
Realização de uma ficha de trabalho sobre o âmbito de intervenção do/a Auxiliar de Saúde  em doentes com transtornos mentais.



Fizemos um trabalho de grupo no word sobre como cuidar de doentes mentais ou como lidar com eles.O sumário foi cumprido.

LescolaEscola Secundária Afonso Lopes Vieira
Curso Profissional Técnico Auxiliar de Saúde – 3º ano
Módulo 9: Cuidados na saúde mental
Carga Horária: 23 horas-28 Tempos    Ano letivo 2015/16
A docente: Teresa Cunha Pereira    







         
1-      Psicoses ligadas à Arteriosclerose Cerebral e Psicoses Senis
Descrição Geral
        Estes dois tipos de doença mental, embora não sejam os mesmos, podem ser considerados em conjunto porque ambos ocorrem na velhice e, muitas vezes, apresentam sintomatologia semelhante.
        A arteriosclerose cerebral, provocando alterações cerebrais, impede uma perfeita circulação cerebral. Essa doença leva grande número de pacientes idosos aos hospitais psiquiátricos.
        A senilidade é um processo normal de desgaste, mas, quando acarreta alterações mentais e físicas intensas, sobrevém grave comprometimento da personalidade e quadros psicóticos, dos quais os mais comuns são a melancolia involutiva e a demência senil.
1.1 Como Cuidar de tais Doentes
        Esses pacientes precisam de vida bem regrada, sem muitas modificações ou novas experiências. Entretanto, é necessário que neles se desperte o maior interesse possível, e que se lhes mantenha a atenção ocupada. Cumpre dispensar-lhes cuidados contínuos, bondosos e atentos procurando especialmente neles criar bons hábitos, que favoreçam as condições higiênicas e físicas. Deles não se deve exigir mais que o necessário à sua adaptação à vida hospitalar. Faça-lhes as vontades tanto quanto possível; se, por exemplo, quiserem usar mais roupas que o necessário, se acharem que vem da janela uma corrente de ar, ou se manifestarem quaisquer outros caprichos que possam ser facilmente satisfeitos sem prejuízo para eles, atenda-os. Faça limpeza nos guardados que geralmente acumulam, mas faça-o com delicadeza. Dedique-lhes atenção especial por ocasião do banho, tendo sempre em mente que correm o risco de sofrer uma queda. Os banhos de leito ou de banheira são, por esse motivo, mais aconselháveis do que o de chuveiro. Deve-se insistir para que vistam roupas limpas, pois, frequentemente apegam-se a roupas que não estão mais em condições de serem usadas.
        Pouco se conseguirá com discussões. Controle esses pacientes, mas de maneira a fazer-lhes acreditar que estão fazendo a própria vontade. Não espere que eles se lembrem das coisas, pois a sua memória é fraca. Cuide imediatamente dos seus pequenos ferimentos e arranhões, pois estes, em tais pacientes, poderão acarretar a morte. Não concorde com os seus delírios ou alucinações; mas não os censure, nem deles faça zombaria. Você poderá proporcionar-lhes maior segurança, asseverando-lhes que se encarregará de tudo - mas diga-o com sinceridade, para que suas palavras não se tornem vazias aos próprios sentidos embotados desses pacientes.
2. Alcoolismo - Psicoses Alcoólicas
Descrição Geral
        Estas psicoses podem assumir aspetos diversos, dependendo do tipo de personalidade do paciente e da sua reação ao álcool. O Delírio Alcoólico Agudo é o tipo mais comum. A moderna psiquiatria considera o uso imoderado do álcool, em muitos casos, como sintoma de outra perturbação mental, ou distúrbio de personalidade psicopática.
Como Cuidar desses Pacientes
        Durante o período de agitação, evite qualquer medida restritiva desnecessária, a fim de impedir que o paciente se excite ainda mais. Procure tranquilizá-lo em relação ao medo que sente e às suas alucinações, e mantê-lo vestido e agasalhado (ele é muito suscetível de apanhar resfriados e pneumonia). Durante a convalescença alguns desses pacientes sentir-se-ão injustificadamente detidos no hospital, ao passo que outros se mostrarão prestativos e cordiais. Não contribua para tornar sua permanência menos agradável, mas não lhes dê atenção demasiada, nem acredite muito nas suas promessas de regeneração.
Epilepsias
Descrição Geral
        Embora exista desde os tempos mais remotos, a epilepsia ainda é fonte de contínuos estudos e pesquisas. É caracterizada por perturbações periódicas e súbitas da consciência, com ou sem convulsões. A tendência moderna é considerar a epilepsia como sintoma e não como doença. Quase sempre, não acarreta o rebaixamento das funções mentais.
Como Cuidar desses Pacientes
        Geralmente é difícil lidar com esses pacientes. É aconselhável ter-se sempre em mente: que o doente poderá ter uma crise, a qualquer momento; que é mais fácil conseguir a sua cooperação com instruções positivas do que com restrições ou proibições; que desviar-lhe a atenção e procurar ocupá-lo em atividades benéficas é a única maneira de afastá-lo de tendências mórbidas. Se conseguir incutir-lhe sentimento de segurança, se conseguir convencê-lo de que é estimado e útil, sem reforçar sua tendência dominadora, ele poderá ser de grande auxílio na enfermaria.
        No caso de convulsões, os cuidados devem ser os seguintes: deixe o paciente estirado no chão ou na cama; não lhe restrinja os movimentos; desaperte-lhe a roupa; coloque um travesseiro ou toalha sob sua cabeça e procure evitar que ele se machuque. Quando cessarem os movimentos e o paciente recuperar a consciência, coloque-o na cama, mude-lhe a roupa e mantenha-o sob observação até que esteja dormindo profundamente ou recupere clara consciência. Observe então cuidadosamente o paciente, porque, após a convulsão, ele poderá atravessar perigosa fase de excitação. Tente sempre observar as condições e as circunstâncias em que se deu o ataque, com o objetivo de evitar, se possível, novas ocorrências. O diagnóstico e o tratamento das epilepsias exige hoje o exame eletrencefalográfico. Pelo traçado obtido, o médico orientar-se-á com relação ao diagnóstico e ao tratamento mais indicado. Atualmente existem numerosas drogas anticonvulsivas e antiepiléticas e, por isso, o tratamento desses pacientes torna-se cada vez mais satisfatório, podendo-se mesmo afirmar serem raras as epilepsias que não podem ser controladas nos seus sintomas.
Oligofrenias
Idiotia, Imbecilidade, Debilidade Mental
        As oligofrenias são enfermidades que se caracterizam por uma deficiência global de toda atividade psíquica. A deficiência psíquica pode ser motivada por uma série de causas que podem ter atuado antes do nascimento (vida intrauterina), durante o nascimento (trabalho de parto) e após o nascimento (vida extrauterina). As causas podem ser as mais variadas: hereditariedade, alcoolismo dos pais, doenças da mãe durante a gestação, traumatismos antes e durante o parto, sífilis congénita e numerosas doenças, sobretudo doenças infeciosas e traumatismos que podem atingir a criança durante os primeiros meses de vida.
Como Cuidar desses Pacientes
        O temperamento e as reações variam tanto entre esses pacientes quanto entre as pessoas normais, de maneira que deve conhecê-los bem, a fim de saber como tratá-los. Os idiotas e os imbecis profundos frequentemente necessitam ser cuidados como se fossem criancinhas, ainda que tenham atingido pleno desenvolvimento físico. Você deverá ensinar os imbecis e débeis profundos a executarem tarefas simples e a cuidarem de si mesmos. O trabalho manual e o serviço de limpeza exercem sobre eles especial atração. Os débeis e mesmo os imbecis em grau leve aprendem muito bem a executar trabalhos manuais não complicados. Sempre que lhes der uma instrução, seja simples e claro e não espere que eles se lembrem por muito tempo das recomendações recebidas. Os atrasados mentais educáveis, isto é, débeis menos pronunciados podem ser tratados, por meios psicopedagógicos especiais, em estabelecimentos hospitalares e em clínicas especialmente a eles destinadas.
        Os deficientes mentais apresentam frequentemente episódios psicóticos, cujo tratamento é idêntico ao preconizado para síndromes psicóticas semelhantes, porém de outra natureza. O episódio psicótico é curado - a debilidade, no entanto, persiste.
Esquizofrenias
Descrição Geral
        A denominação de demência precoce foi primeiro aplicada a essa doença porque se pensava que só ocorresse na juventude, acarretando com o correr dos anos completa deterioração mental (demência); essa denominação foi substituída por esquizofrenia, que significa dissolução da personalidade, "personalidade cindida".
        Esta é uma das formas mais comuns de doença mental, compreendendo cerca de um quinto dos novos internamentos e cerca de quarenta por cento da população dos hospitais psiquiátricos em qualquer momento dado.
Como Cuidar desses Pacientes
        Neles despertar um interesse sadio por coisas práticas e pela vida social (especialmente, capricho na sua aparência pessoal e interesse pelos outros) é a grande ajuda que o auxiliar psiquiátrico pode prestar a esses pacientes. Poderá auxiliá-los nesse sentido, especialmente quando estiverem sob tratamento. Ensinar pelo exemplo é geralmente eficiente com esses pacientes. A leitura, a música, o rádio, a conversação, são atividades que auxiliam desde que não alimentem as  suas ideias delirantes. Ouça-os contarem os seus delírios, sem criticá-los, nem aceitá-los. Ofereça outras interpretações para os mesmos factos. O trabalho ou a atividade que você proporcionar ao paciente deverá sempre ter uma finalidade; e, especialmente, evite qualquer demonstração de menosprezo. O paciente poderá manifestar crises imprevistas, determinadas exclusivamente por estímulos internos, não podendo, portanto, serem totalmente evitadas. Precisa estar vigilante ante a possibilidade de ocorrerem tais reações súbitas e impulsivas, e sempre pronto a enfrentar qualquer situação com serenidade e segurança. Os pacientes necessitam tomar banho com regularidade e ser estimulados nos seus hábitos de limpeza. Os doentes pouco asseados devem ser levados ao sanitário com regularidade (após cada refeição, por exemplo) para auxiliar a formação do hábito. A fim de evitar que o paciente ceda à sua tendência de isolar-se e ficar ensimesmado, não se deve permitir que ele permaneça no seu quarto ou retraído e sozinho, mas fazer com que ele se reúna aos demais e participe ativamente da vida comunitária da enfermaria. Deve-se evitar que ele permaneça na mesma posição, com a cabeça entre os braços ou isolado numa cadeira. Os pacientes em estupor não devem ser descuidados, convindo que se lhes mude de vez em quando a posição. Lembre-se de que esses doentes podem estar alerta, ainda que não deem demonstração disso, e que podem apresentar reações inesperadas, por vezes agressivas. O paciente paranoide poderá ser muito importuno e desconfiado, e a única atitude adequada em relação a ele é a de: interesse amistoso, tolerância e absoluta sinceridade, que não possa ser interpretada como astúcia ou ardil, destinado a enganá-lo.
Transtornos do Humor Psicóticos
Descrição Geral
        Diferentes tipos de sintomas se encaixam dentro deste quadro clínico, e todos eles envolvem grandes perturbações da afetividade. Geralmente, os pacientes apresentam períodos ou episódios de doença, intercalados por períodos de saúde mental. Os episódios podem ser maníacos (excitação, muita atividade, agitação e loquacidade) ou depressivos (desânimo, pouca atividade, tristeza, depressão, angústia), ou apresentar esses estados alternadamente. Por isso, esses transtornos são comumente designados por psicoses cíclicas. Essa doença é duas vezes mais comum entre as mulheres do que entre os homens, podendo ocorrer em qualquer idade, ainda que menos frequente na juventude.
Como Cuidar desses Pacientes
        Os cuidados variam muito, de acordo com a fase maníaca depressiva. As sugestões seguintes são valiosas para se cuidar de quaisquer pacientes excitados ou deprimidos, seja qual for o seu diagnóstico.
        O maníaco será provavelmente o seu paciente mais interessante. Evite a inclinação de amimá-lo ou exibi-lo a outras pessoas. Trate-o com serenidade, respeito e bom-humor, evitando que ele domine a enfermaria. Entretanto, se tentar contrariá-lo ele poderá reagir com agressividade. A atenção de tais pacientes é fácil de ser desviada, sendo este recurso de grande utilidade. O silêncio é a melhor maneira de responder às suas afrontas a menos que tenha a paciência e a boa vontade de “abrandar-lhe a ira com uma resposta amena”. Discussões, ordens autoritárias e argumentos não devem ser utilizados. Tenha sempre em mente que o autocontrole desses pacientes é tão fraco que eles agem quase sempre sem pensar nas consequências.
        É muito aconselhável a remoção de coisas irritantes, inclusive a voz do auxiliar psiquiátrico, quando necessário. Assim, é frequentemente prescrito o isolamento. Não devem ser empregadas contenções mecânicas, pois estas seriam indício de que o auxiliar psiquiátrico não soube lidar devidamente com o paciente - ou de que o hospital não oferece condições propícias. Os hospitais modernos aboliram completamente o emprego não só do isolamento em quarto fechado, como também das medidas coercitivas, devendo ser este o padrão visado por todos os estabelecimentos psiquiátricos. Muitas vezes um lápis e uma folha de papel é só o de que um maníaco necessita para gastar sua energia e satisfazer sua ânsia criadora. Esses pacientes frequentemente tentam fugir, sentindo-se detidos injustamente.
        É preciso atenção para os eventuais ferimentos que eles venham a sofrer, porque com isso não se preocupam. Como a recuperação geralmente ocorre ao reconhecer o paciente a natureza os seus problemas, nessa ocasião muito o ajudará procurando convencê-lo de se esforçar num sentido construtivo.
        Os pacientes deprimidos são facilmente negligenciados porque não fazem exigências. O auxiliar psiquiátrico sensato, alegre e inteligente muito poderá ajudar o tratamento desses pacientes. Procure falar com o doente, ainda que ele não responda, e tente auxiliá-lo a superar o seu sentimento de incapacidade e culpa, dispensando-lhe atenções. A indecisão e a lentidão são frequentes nessa doença; assim, não force esses pacientes a tomarem decisões, nem os apresse desnecessariamente. Torne-lhes a vida o mais simples possível e ao mesmo tempo, estimule a sua atividade e sociabilidade.
        Por vezes o deprimido torna-se extremamente queixoso e agarra-se ao auxiliar psiquiátrico, exteriorizando lamentações e lamúrias. Seja então paciente e atencioso, evitando, todavia, discussões, explicações ou aceitação das queixas do deprimido. Procure encorajá-lo e infundir-lhe confiança.
        O deprimido frequentemente recusa alimentação, alegando "não merecê-la", “não ter dinheiro para pagar por ela”, etc., de maneira que, usando de tato, deverá persuadi-lo a se alimentar. O suicídio é uma possibilidade constante, sendo mais provável que as tentativas ocorram no início e no fim das depressões profundas. Nesse sentido é preciso muita atenção, porque o paciente poderá fazer de tudo para captar-lhe a confiança, antes de tentar o suicídio.

Relatório nº 63_ 12º Ano _ 2015/2016

Lições nº 150 e 151
13-05-2016
Sumário: 

Conclusão do estudo dos assuntos relativos ao módulo 9.
Aspectos específicos nos cuidados ao utente com alterações de saúde mental:alimentação, eliminação, higiene e hidratação, sono e repouso e manifestação de desconforto e dor.
O auxiliar de saúde em interação com o individuo que apresenta alteração ou perturbação metal: condições de contenção mecânica.


No inicio da aula a professora ditou o sumário e explicou o seria dado nessa aula, disse que iríamos ver dois vídeos e um PowerPoint sobre a Saúde Mental.

A aula correu muito bem e foi bem produtiva, todo o conteúdo do sumário foi dado na aula.






sexta-feira, 20 de maio de 2016

Relatório nº 62_ 12º Ano _ 2015/2016

Lição nº 148 e 149
12/05/2016
Sumário: Divulgação do curso à comunidade: realização de algumas atividades relacionadas com o curso aos visitantes da mostra feita no Mercado Santana em Leiria


Para divulgar o curso fomos para o mercado Santana mostrar um pouco à comunidade como funciona o nosso curso, fazendo atividades.
Medimos tensões;
Pesámos;
Medimos a altura  e calculamos o índice de massa corporal.
Medimos os niveis de Glicémia.










Foi uma atividade interessante, em que ouve iteração de todos e uma participação positiva.





Relatório nº 61_ 12º Ano _ 2015/2016

Lição nº 148, 149 
12-05-2016
Sumário: Divulgação do curso à comunidade: realização de algumas atividades relacionadas com o curso aos visitantes da mostra feita no Mercado Santana em Leiria


Fig 1. - Banner do Evento 

Conclusão: 

  1. - Concluímos tudo o que estava previsto para estas aulas.