2º As - 2014/15

2º As - 2014/15

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Relatório nº 51

Lição nº 104 e nº 105                                                                      2014/01/03

Sumário: Conclusão da avaliação prática individual do módulo 5.


A professora Teresa iniciou a aula com a chamada, seguidamente a professora ditou o sumário aos alunos.
Após isto, a professora começou então as avaliações práticas. O primeiro grupo foi avaliado na questão de fazer a cama de lavado com um paciente semi-dependente/dependente.









 Depois do 1ºgrupo ter terminado a sua avaliação, o grupo seguinte foi avaliaado na questão de higienização das partes intimas de um paciente.





Seguiu-se o 3º grupo, este foi avaliado na higienização do corpo, excluindo as partes íntimas do paciente.









Para finalizar, o 4º e último grupo foi avaliado na questão de trocar de roupa um paciente ligado a soro e mudar a roupa da cama deste.

Relatório nº50

Lição nº 103 e 104                                    31/01/2014

Sumário: Entrega e correção da prova de avaliação.

No ínicio da aula a professora ditou o sumário para os alunos. De seguida, realizou-se a correção da prova de avaliação cuja proposta de correção se apresenta a vermelho a seguir a cada questão


1.                 Para que o paciente acamado possa ter um melhor bem-estar e conforto, é necessário que se tenha vários cuidados com a higiene do mesmo.
A higiene refere-se às práticas que promovem a saúde através da limpeza
pessoal. É incentivada por atividades como banho, a escovação dos dentes, a
limpeza e a manutenção das unhas dos pés e das mãos, a lavagem dos cabelos
e o pentear-se. (TIMBY, 2001).
1.1 Ordene os passos a seguir apresentados, referentes ao banho no leito de um acamado, por ordem cronológica de ação (escreva o nº de ordenação atrás da letra)(14)
A.   Lavar os cabelos 5
B.   Lavar os olhos do paciente do ângulo externo para o interno 6
C.   Colocar a toalha de banho sob um dos braços do paciente e lavá-lo no sentido do punho para as axilas em movimentos longo 7
D.   Colocar a roupa da cama, por ordem inversa de utilização, no espaldar da cadeira, a fronha na cadeira e o pijama por cima 3
E.    Colocar a toalha de banho e arrastadeira sob o paciente 11
F.     Fazer a higiene íntima do paciente 12
G.   Lavar o tórax e abdómen; 8
H.   Lavar as pernas fazendo movimentos passivos nas articulações, massagear as proeminências ósseas 9
I.        Vestir  o pijama 14
J.      Trocar a roupa de cama 13
K.   Recolocar o travesseiro e deixá-lo em posição confortável 14
L.    Colocar o biombo  1
M.  Desprender a roupa de cama, retirar a colcha, o cobertor, o travesseiro e o pijama, deixando-o protegido com o lençol 2
N.   Colocar o lava cabeças sob a cabeça 4
O.   Flexionar o joelho do paciente e lavar os pés, secando bem entre os dedos 10

1.2-Procedimento a seguir é feito com o paciente em posição de Fowler e com a cabeça lateralizada;
- proteger o tórax com a toalha de rosto;
- colocar a cuba-rim sob a bochecha;
- solicitar para que abra a boca ou abri-la com auxílio da espátula;
- utilizar a escova com movimentos da raiz em direção à extremidade dos dentes;
- fazer cerca de 6 a 10 movimentos em cada superfície dental, com pressão constante da escova;
 - repetir esse movimento na superfície vestibular e lingual, tracionando a língua com espátula protegida com gaze, s/n;
1.2.1- Indique como se consegue a posição de Fowler numa cama articulada.(6)
R: Podemos manipular o comando da cama, colocando esta com a parte da cabeceira da cama levantada, de forma, o paciente ficar sentado e fletir as pernas do paciente para não escorregar.
1.1.2- Selecione das seguintes opções aquela que respeita ao tipo de paciente a que o procedimento diz respeito(8)
- paciente com pouca limitação
- paciente entubado
- paciente inconsciente
-paciente totalmente dependente
Lavar cabelo no leito1.3 Os cuidados básicos dos cabelos incluem: observar, lavar, escovar, pentear e cortar. Num paciente acamado, muitas vezes, o cabelo tem que ser lavado no leito quando não existe material adequado para o fazer de outra forma. Observe o esquema ao lado que indica uma técnica a que muitas vezes tem que se recorrer.
1.3.1 Selecione a situação em que é mais provável recorrer a esta técnica(8)
- Utente acamado que vive num lar
- Utente acamado de uma unidade de cuidados continuados
- Utente acamado num hospital
- Utente acamado na sua residência
1.3.2 Faça a relação do material necessário que o técnico auxiliar de saúde (TAS) precisa para lavar a cabeça nesta situação.(10)
R: Nesta situação os TAS precisam: água tépida, jarro, plástico em forma de funil, toalha, shampoo, amaciador, pente ou escova, luvas de procedimento, avental impermeável, balde para recolher água, secador de cabelo.

1.3.3 Indique o tipo de banho mais apropriado para lavar a cabeça se o utente puder deambular ou sentar-se numa cadeira de banho assistido.(6)
R: Banho no chuveiro
2.             Os objetivos da higiene oral centram-se na necessidade de manter a boca limpa e húmida, ajudar a conservar os dentes e mucosa oral, remover restos alimentares, massajar as gengivas, estimular a circulação e prevenir complicações. Apresentam-se a seguir dois procedimentos a executar com diferentes estados do utente/paciente.


Paciente A Parcialmente dependente
Paciente B Totalmente dependente
1.     Colocar água no copo descartável
2.     Colocar toalha sobre o tórax
3.     Oferecer o material de escovação, ajudando-o se necessário
4.     Oferecer a água para bochechar várias vezes
5.     Colocar cuba rim sobre o queixo para receber a água utilizada
6.     Oferecer toalha
7.     Caso seja necessário, instruí-lo a maneira correta de escovação de dentes e língua
1.     Montar material de aspiração (sonda de aspiração e conexões do vácuo) S/N
2.     Colocar água no copo descartável
3.     Colocar toalha sobre o tórax
4.     Humedecer a escova ou espátula envolvida em gaze com água e solução dentifrícia
5.     Não colocar qualquer tipo de líquido na cavidade oral, pois existe risco de aspiração
6.     Escovar os dentes com movimentos circulares e gengivas
7.     Limpar a mucosa oral e o palato
8.     Lavar a língua usando espátula
9.     Lubrificar os lábios se estiverem ressecados
2.1 Complete a tabela identificando cada tipo de paciente.(10)
2.2 Faça a lista do material necessário para o paciente A para fazer a higiene oral.(10)
O material necessário é: copo descartável, água, escova dos dentes, pasta dos dentes, antisético oral, cuba-rim, vaselina, toalha, fio dental, impermeável protetor da cama.
2.3           Identifique o produto mais usual para utilizar no ponto 9 do paciente B.(6)
R: O produto mais usual é a vaselina pura.
3.     Os idosos apresentam dificuldades na eliminação de fezes e urina podendo sofrer de incontinência fecal e/ou urinária
3.1 Preencha, adequadamente os espaços em branco da seguinte frase. (8)
A incontinência fecal significa a impossibilidade de controlar a evacuação das fezes por redução ou por desaparecimento das capacidades contrácteis do esfincter anal.
 3.2 A ostomia é uma abertura realizada cirurgicamente para exteriorizar uma parte do intestino na parede do abdómen, por onde passam a ser eliminadas as fezes ou urina.
3.2.1 Distinga os três tipos de ostomias estudados (colostomia, ileostomia e urostomia)(9)
R: A ostomia é uma abertura realizada cirurgicamente para exteriorizar uma parte do intestino, feita na parede do abdómen por onde passam a ser eliminadas as fezes e a urina. Se essa abertura for feita para exteriorizar o cólon denomina-se colostomia, se for para exteriorizar o ileo (parte do intestino delgado) denomina-se ileostomia e se for para eliminar a urina (por falta de bexiga ou uretra) denomina-se urostomia.
3.3  Um utente poderá necessitar de utilizar uma arrastadeira e/ou um urinol devido ao facto de o doente não conseguir caminhar até à casa de banho.(14)
Classifique as seguintes afirmações de falsas (F) ou verdadeiras (V).
- Quando o doente está acamado não é tão importante que urine e evacue regularmente. Falso
- As arrastadeiras e urinóis reutilizáveis precisam de ser desinfetados. Verdadeiro
- Os homens utilizam a arrastadeira para evacuar mas preferem, geralmente, utilizar um urinol para urinar. Verdadeiro
- um utente acamado deve ingerir menos água para urinar menos. Falso
- Para colocar a arrastadeira a um paciente deve-se colocá-lo sempre em decúbito lateral. Falso
- Os doentes com incontinência fecal ou urinária devem ser imediatamente limpos e enxutos. Verdadeiro
-  Existem bolsas coletoras de urina discretas que são fixadas na cintura dos pacientes sob a roupa. Verdadeiro
http://img.alibaba.com/photo/515999438/One_Piece_Urostomy_Bag.jpg3.4 Faça a legenda na figura do material apresentado a seguir(14)

  A               B                  C                   D                E                  F                        G
A – arrastadeira
B – arrastadeira pediátrica
C – arrastadeira em bico de pato
D – urinol
E – Bacio alto
F – Saco coletor
G – Máquina de desinfeção de material
3.4       https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimCiPGKlzv9zsTUGNIFhA70KpD6tIV0u204bL-qH8zaH-mvbyrOFUuCMvAFCamfB6RJmPuvxWdpEr3coq1DgC50M559BiOIqbyRV9sldsO54rT0xSqF4WOcXrtPYZ0J7QEp5M_kaXlvTk3/s1600/Enema.gifEm determinadas situações é necessário administrar clisteres ou enemas aos doentes acamados.
3.4.1-                    Indique em que consiste esta técnica.(10)
R: Esta técnica consiste na inserção de um tubo/cateter no reto, através do ânus, para administrar uma solução que amolece as fezes e permite a defecação. O saco onde se coloca a solução deve ficar em plano superior ao doente para que a mesma entre por gravidade.
3.4.2-                    As Regras gerais para a administração de clisteres são as seguintes:
- Compreender a finalidade e a temperatura tipo, quantidade e adequado prescrito clister.
- Purgar o circuito completo para impedir a entrada de ar para dentro do reto.
- Administrar a solução lentamente, às vezes beliscar  
- Quando todo o líquido tiver sido introduzido, ou quando o paciente já não pode a sonda é removida.
- O paciente deve ser encorajado a manter, tanto quanto possível. Quando se trata de um clister de retenção de tempo recomendado é de pelo menos 30 min. Quando se trata de limpeza enema o tempo recomendado é de 5 a 10 min.
3.4.2.1 Indique qual o posicionamento adequado do paciente para:
a) Ser administrado o clister(6)
R: Decúbito lateral
b) manter o clister o tempo adequado sem evacuar(6)
R: Decúbito dorsal
4- Em certas situações, há doenças que obrigam à permanência na cama por semanas ou meses. Este acamamento envolve alguns riscos e obriga a cuidados especiais, de modo a prevenir as complicações inerentes a uma relativa imobilidade do corpo.
4.1 Indique duas necessidades básicas fundamentais, estudadas no módulo 5, que a que o paciente tem direito.(8) Higiene e conforto e eliminação.
4.2 Apresente 3 regras a ter em conta no que respeita às roupas da cama.(12)
R: A roupa deve ficar esticada, roupa limpa, roupa com prega de conforto, quantidade adequada.
4.           Imagine que ficava responsável pelo apoio de um idoso seu familiar que apresenta sinais de incontinência
5.            Selecione a opção que menos concorda em cada uma das seguintes situações (7x5=35)
5.1Como é que enfrenta o problema de incontinência do um familiar idoso?
- Deixo-o ficar de dia e de noite com fraldas de forma a evitar estar sempre a lavar roupa.
- Dou ao meu familiar idoso roupas que sejam simples de despir quando vai ao WC
- Supervisiono-o enquanto ele se limpa ou se lava depois de utilizar o WC.
5.2. O que fez ao ambiente de casa para que o acesso ao WC fosse mais fácil?
-  Não fiz nada porque é  difícil fazer modificações em casa.
-  Marquei o acesso e a porta do WC para esta poder ser reconhecida pelo familiar.
- Assegurei-me de que existia suficiente iluminação e corrimões no caminho para o WC.
5.3. Como fez para que as roupas do seu familiar idoso promovam a continência?
•Não fiz nada – deixo-o apenas com as suas roupas normais.
•Dei-lhe roupas que são fáceis de vestir quando vai ao banheiro.
•De acordo com as suas necessidades, adaptei-lhe as calças com um fecho de velcro e providenciei roupa alternativo que é mais fácil de vestir.
5.4. Alterou/adaptou de alguma forma a dieta do seu familiar idoso com o intuito de promover a continência?
- Não o deixo beber nada depois das 17 horas de forma a reduzir a probabilidade de ele se molhar à noite.
- Cortei com as bebidas com gás e com o café.
- Cortei com bebidas com cafeína uma vez que são diuréticas, mas não na quantidade do líquido ingerido e aumentei a quantidade de fibras ingeridas de forma a minimizar o risco de ter prisão de ventre.
5.5. Como lida com as reações emocionais do seu familiar idoso face à sua incontinência?
-  não mostra reação, como tal, não tenho que lidar com nada.
- Apoio-o e consolo-o, quando ele se aborrece.
- Garanto que é algo que juntos iremos enfrentar, que não é nada que me deixe embaraçado ou que me faça gostar menos dele.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Relatório 49_11ºano

Aula nº 100 e 101                                                                  29.01.2014
Sumário: Realização de uma avaliação sobre o módulo 5.
Continuação da avaliação prática de alguns alunos.

Nesta aula os alunos realizaram um teste  relativo ao módulo 5, isto nos primeiros 50 minutos de aula. Na segunda parte da aula a professora continuou a avaliação prática de alguns alunos. Durante esta avaliação, á medida que as alunas estavam a ser avaliadas, a professora ia explicando a melhor forma de fazermos determinada atividade e corrigindo alguns erros que não devíamos cometer.

Os alunos que não estavam a ser avaliados, observavam com atenção a avaliação dos colegas, e os erros que estes cometiam, para quando chegasse a sua vez não cometerem o mesmo erro.



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Relatório nº48

Lição nº98 e nº99                                                                                                2014/01/27

Sumário: Como lidar com as sequelas do AVC:
                - Tipos de AVC
                -Sequelas (principais)
              Avaliação prática de alguns alunos.

 A professora iniciou a aula com a distribuição de uma ficha de trabalho: "Como lidar com as sequelas do AVC".
Iniciámos a sua leitura e análise com algumas intervenções pertinentes pelo meio, da parte da professora abordando o conceito esquémia e explicação aos alunos do que se trata um angioma e um aneurisma. *

Como lidar com as sequelas do AVC

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças do coração são a primeira causa de morte no mundo, responsáveis por cerca de 17,1 milhões de casos anualmente. Destes, 5,7 milhões estão relacionados ao AVC (acidente vascular cerebral), o popular "derrame".

Além do alto número de mortes, é alta também a probabilidade de o indivíduo que sofre um AVC - e que não recebe tratamento a tempo – ficar com sequelas, algumas muito graves. Elas são bastante variadas e dependem da região do cérebro onde aconteceu a lesão.
Confira abaixo os tipos de AVC e as principais sequelas que eles podem deixar no paciente. Quanto mais preciso for o seu diagnóstico, mais rápido um tratamento específico pode ser iniciado e mais probabilidades o indivíduo terá de resgatar a sua independência.

Tipos de AVC
O AVC isquémico é o mais comum e acontece quando falta sangue em uma determinada região do cérebro, levando à morte das células por deficit de oxigênio. O dano é grave e pode atingir de forma definitiva o cérebro, caso não seja tratado rapidamente e de forma eficaz.
O AVC hemorrágico acontece por algum tipo de má-formação (aneurisma, angioma), e o resultado é uma inundação de sangue no cérebro. Este é considerado mais perigoso em primeira instância e possui maior índice de mortalidade, pois o volume de sangue pode causar maiores danos cerebrais. Contudo, a longo prazo, o sangue é reabsorvido e as sequelas podem ser menores, quando diagnosticado a tempo e de forma adequada, evitando lesões isquémicas secundárias.

As principais sequelas

Paralisias
As sequelas do acidente vascular cerebral são decorrentes do tipo de lesão, da extensão e da sua localização. Geralmente, a área mais afetada é a região irrigada pela artéria cerebral média, causando paralisia desproporcional do lado contrário do corpo (em que, na maioria das vezes, o membro superior é mais afetado do que inferior).
"Por isso, é comum vermos pacientes que voltam a andar, mas ficam com os movimentos do braço muitos limitados", explica a Dra. Cristiane Isabela de Almeida, fisiatra e gerente médica do Centro de Reabilitação do Einstein.
Déficit Sensitivo
De difícil tratamento, a falta de sensibilidade causa uma sensação de anestesia parcial ou total do segmento do corpo afetado, e pode vir acompanhada ou não de dor. Muitas vezes, ele tem o movimento, mas como não sente, acaba por não utilizar a parte afetada.
"Para o indivíduo sadio, pegar um objeto é um ato normal, corriqueiro e automático.  Num paciente com déficit motor, este ato deverá ser planeado, visto que a pessoa deverá passar a calcular a distância, a força, o tipo de pressão, o peso. Em pacientes com sequelas sensitivas, este mesmo ato também vai precisar da compensação com a visão, além de todos os requisitos acima", conta a médica.
Afasia·
Em 95% das pessoas, o hemisfério dominante, onde se localiza o centro da linguagem, fica no lado esquerdo do cérebro. Por isso, é comum ao paciente que tem AVC do lado esquerdo apresentar paralisia à direita associada a um déficit de linguagem, chamada afasia, que se dividem predominantemente em três tipos:
·                               De expressão: pacientes que entendem melhor do que falam.
·                               De compreensão: o paciente pode ter fala fluente, mas sem significado e/ou coerência.
·                               Mista: é mais comum, e o paciente apresenta dificuldade de compreensão e de expressão.
Segundo a médica, os indivíduos afásicos têm a inteligência preservada e tendem a prestar atenção em dicas não-verbais que recebem do ambiente, em expressões faciais, musicalidade da voz, por vezes imitando movimentos e gestos das pessoas que os cercam. É como se tivessem que se comunicar por meio de uma língua com a qual não estão habituados.
Apraxias
Geralmente, acompanham a lesão do hemisfério dominante em que, além da dificuldade na fala, a pessoa perde a capacidade de se expressar por gestos e mímicas. Muitas vezes, este tipo de comunicação só se dá se for intencional, espontânea. Os tipos de apraxias mais comuns são:
·                               Construtiva: dificuldade de montar um quebra-cabeça.
·                               Ideomotora: dificuldade na expressão de gestos com significado – dar tchau, sinal de silêncio.
·                               Posicional/Espacial: dificuldade na localização espacial em si e/ou no outro, (direita/ esquerda, mapas).
O tipo mais grave é a de apraxia de marcha. Segundo a fisiatra, o paciente não está paralisado, mas perde a sequência de movimentos necessária para o ato de andar.
A apraxia do vestir-se, dificuldade na sequência de posicionamento e colocação de roupas, ocorre nas lesões de hemisfério não-dominante.
Negligência
Pode ocorrer em lesões do hemisfério não-dominante. E se caracteriza por uma falta de perceção da metade afetada do corpo, como se aquele segmento não lhe pertencesse.
É uma sequela muito grave, mas que, normalmente, desaparece ou se torna apenas uma desatenção depois dos três primeiros meses. Os quadros de negligência também podem ser de três tipos – motor, visual, sensitivo. O indivíduo tem o movimento, enxerga e sente, porém o cérebro não percebe estas possibilidades. "Essas pessoas não se importam com o que está acontecendo ao seu redor, falam em demasia e estão pouco comprometidas com o tratamento", explica a Dra. Cristiane Isabela.
Agnosia Visual
Lesão que acontece na parte posterior do cérebro (área de receção da visão), e que é conhecida por agnosia visual, em que o paciente não consegue reconhecer objetos visualmente.
Ele "enxerga, mas não vê". E isso pode influenciar negativamente inclusive o seu desempenho motor. E dependendo do local e do grau da lesão, a pessoa pode ter dificuldade em reconhecer rostos.
Déficit de Memória 
Outra sequela é o déficit de memória. E o mais comum é que os pacientes lembrem mais de coisas antigas do que de recentes. Se o paciente ''lembra que esquece", isso é, possui metamemória, a reabilitação é possível.
Lesões no Tronco Cerebral
Geralmente, estas lesões possuem quadros motores muito graves, pois causam paralisia nos dois lados do corpo além de déficits associados (estrabismo, paralisia facial, desequilíbrio, disfagia ou dificuldade para engolir).
Aqui, o paciente tem a capacidade mental intacta, mas apresenta grave incoordenação motora e saliva em excesso. "Podem parecer ter deficiência mental, devido à falta de coordenação também na fala.
Alterações Comportamentais
Na parte da frente do cérebro estão localizadas as funções mais nobres do ser humano. Dependendo do local e da extensão da lesão, o paciente pode apresentar quadro de apatia ou de agitação. Em quadros de falta de iniciativa, podem ficar sem apetite e sem vontade de beber água. Nos de agitação, tendem a ficar sem crítica social – falam sem pensar –, e na maioria das vezes, podem ser explosivas quando contrariadas.
Depressão·De acordo com a Dra. Cristiane Isabela, cerca da metade dos pacientes que tiveram AVC e ficaram com graves sequelas apresenta um quadro de depressão que necessitará de tratamento com medicação.
Diagnóstico preciso: tratamento adequado
É muito importante fazer um diagnóstico preciso e detalhado das sequelas do AVC para que o prognóstico seja o mais assertivo possível. Para isso, é necessário classificar que tipo de incapacidade o paciente apresenta e fazer uma análise do tipo de tratamento a ser feito. De acordo com a médica, sequelas moderadas apresentadas pelo paciente devem ser estudadas com mais cuidado, pois se não forem estimuladas, não apresentarão a recuperação possível. Qualquer problema negligenciado pode atrapalhar no tratamento e na qualidade de vida dele.
O cérebro nunca para de tentar encontrar novos caminhos de recuperação. As células que foram atingidas e morreram não se recuperam, mas as que ficam próximas da área lesionada, conhecidas por zona de penumbra, podem ser recuperadas pelo menos parcialmente com o tratamento.
O tratamento de reabilitação do AVC deve ter início precoce e ser conduzido por um médico fisiatra, que fará o diagnóstico e o prognóstico das incapacidades. Dependendo do quadro do paciente, membros da equipe multiprofissional serão acionados e juntos farão o planeamento das terapias – fisioterapia, hidroterapia, terapia ocupacional, fona audiologia, psicologia, neuropsicologia, enfermagem de reabilitação, nutricionista, ortoptista – somadas a equipamentos de alta tecnologia.
De acordo com a fisiatra, em geral, 85% dos pacientes voltam a ser independentes em suas atividades de vida diária (alimentação, vestuário, higiene) e marcha, se tratados precocemente e de forma eficaz. E o retorno para as atividades estudantis e profissionais vai depender mais das dificuldades cognitivas que o paciente apresentar do que do seu quadro motor.
A reabilitação atua em duas frentes: treinando o paciente para sua independência, com o potencial de função que ele já apresenta, e estimulando mecanismos de neuro plasticidade - enviando informações corretas para a zona de penumbra, tentando recuperar ou desenvolver a função perdida.


Trabalho de avaliação prática

Paciente portador de doença crónica que apresente dependência física;
Paciente idoso, com dificuldade de locomoção

Paciente com dependência física motivada por AVC

*Durante a análise da ficha de trabalho foram abordados alguns exemplos das principais sequelas de um AVC num paciente que são mais presenciadas no quotidiano.
Após a análise e discussão de exemplos sobre as sequelas de um AVC passámos à parte de avaliação prática onde dois alunos iniciaram a sua avaliação prática ficando por terminar.

A aula correu dentro da normalidade, os alunos mostraram interesse no tema trabalhado na aula, embora o sumário não tenha sido totalmente concretizado os alunos mantiveram uma boa postura para um bom ambiente de sala de aula.